#opFacebook: Anonymous diz que irá destruir Facebook no dia 5 de novembro

Facebook. Este será o novo alvo do coletivo Anonymous, com a justificativa da rede social fornece dados pessoais a governos autoritários do Egito e da Síria, além da venda clandestina da privacidade dos usuários. A meta não é roubar dados ou derrubar o site, mas sim, destruí-lo completamente.

“Um dia vocês saberam que isso é o correto e irá agradecer aos hackers”, diz o coletivo no vídeo abaixo.

As estratégias do senador Azeredo para aprovação do PLC 89/2003

Ratoeira

Acho no mínimo estranho o empenho do senador Eduardo Azeredo em aprovar o PLC 89/2003. Após o ciberativsmo contrário ao PL e o pedido de audiências públicas pelos deputados para debaterem o polêmico projeto de lei, Azeredo cobra agora do Governo Federal a assinatura da (obsoleta) Convenção de Budapeste, que contém 53 países signatários.

O risco desta articulação do Azeredo é a seguinte: se obrigado pelo Congresso Nacional, a aderir ao tratado, o Brasil terá de legislar sobre os crimes tipificados na Convenção, ou seja precisaremos de um Projeto de Lei sobre cibercrimes. Desta forma,o PLC 89/2003 voltará ao centro das atenções e no que depender do mainstream midiático irá figurar como a mais viável alternativa.

E o Governo Federal, que até então manteve-se calado precisará se posicionar diante do debate, tendo em vista que, a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) aprovou o requerimento do senador Eduardo Azeredo que pede explicações à coordenadora-geral de Combate aos Ilícitos Transnacionais (Cocit) do Ministério das Relações Exteriores, ministra Virgínia Bernardes de Souza Toniatti sobre  a posição do Brasil em relação à Convenção sobre o Cibercrime.

Vamos ficar atentos aos próximos episódios desta novela que definirá os rumos brasileiros na internet.

Análise da Conferência de Comunicação Social da Bahia

AGECOM

Com a realização da 1ª Conferência de Comunicação Social, a Bahia desponta no cenário nacional como referência no debate sobre políticas públicas no que tange a comunicação. Na plenária final foram aprovadas mais de 35 resoluções acerca da temática, em âmbito estadual e nacional, após três dias de intensos debates.

No total foram oito plenárias territoriais, que envolveram mais de 2 mil representantes de diversos setores da sociedade baiana. Em cada etapa solidificava-se a concepção de que a comunicação é um direito e democratizar os meios de comunicação é essencial para o fortalecimento da democracia. Não resta dúvidas de que só com a mobilização social as 35 resoluções serão efetivadas. A Conferência foi apenas o primeiro passo, para atingir tais objetivos a caminhada será longa.

Penso que os pontos abaixo foram os mais significativos durante a Conferência:

– ruptura com 16 anos de silêncio no que tange os debates sobre comunicação;
– a importância da criação da Secretaria Estadual de Comunicação e implantação do Conselho Estadual de Comunicação, com caráter deliberativo, para gestão da política de comunicação do Estado da Bahia;
– reformulação, pelo Congresso Nacional, da legislação de radiodifusão comunitária desburocratizando os tramites legais para abertura dessas rádios.
– ampliar as verbas de publicidade para as mídias alternativas da capital e do interior baiano;
– criação de uma rede pública de comunicação, que envolva TV, rádio, internet, impresso e afins;
– os produtos comunicacionais devem atentar para as particularidades territoriais;
– criar Conselhos Territoriais de Comunicação para dialogar com os poderes públicos acerca da comunicação;
– Implantação de rádios e TV`s comunitárias;
– utilizar as novas tecnologias de informação e comunicação na relação ensino-aprendizagem, bem como capacitar professores, facilitadores, agentes comunitários para o uso dessas ferramentas e melhorar a qualidade dos equipamentos das escolas e levá-los aos centros comunitários, sindicatos e afins.
– a educomunicação, artecomunicação são metodologia fundamentais para o ensino na sociedade da informação;
– garantir acesso gratuito a banda larga em todo Estado;
– a transformação dos Centros Digitais de Cidadania em “Centros de Comunicação Pública”, formado por equipe multidisciplinar (artistas, professores, comunicadores…) para compartilhar conhecimento, sendo a gestão compartilhada com a comunidade, visando adequar as atividades dos Centros mais próximas das pessoas e de acordo com a realidade local.
Quem paga a conta é o poder público e/ou iniciativa privada. Além disso, esses Centros de Comunicação Pública devem ter equipamentos multimidiaticos para fomentar a produção da comunidade. A idéia é a criação de um portal colaborativo para veiculação dos produtos realizados nos Centros e que as escolas, associações comunitárias/moradores e afins utilizem também os Centros para educar/profissionalizar.

Por fim, o Movimento Pró-Conferência Nacional de Comunicação realizou reunião histórica aqui em Salvador, onde foram definidas as estratégias para a tirar o evento do papel. Senti falta dos blogueiros (veja como foi fraca a cobertura da blogosfera aqui e aqui), cidadãos-repórteres e pesquisadores de comunicação no debate. A transformação se faz na rua camaradas…

*crédito da foto: Robson Mendes / AGECOM

Debates na Conferência de Comunicação Social da Bahia

Pela manhã foram divididos dois grupos (Políticas Públicas de Comunicação e Desenvolvimento Territorial e Educação e Novas TIC`s, no qual eu fiquei e o debate fora basicamente sobre inclusão sócio-digital, como se apropriar das novas tecnologias de comunicação e informação para gerar conhecimento e transformação social.

Fora realizadas duas palestras do Ismar Oliveira e Marcos Manhães acerca deste macro-tema e a síntese está abaixo:

Educomunicação e Políticas Públicas

Ismar de Oliveira focou sua palestra na educomunicação. Para ele, a comunicação é uma ferramenta estratégica para a educação e formação cidadã. Oliveria falou da importância da criação de ecossistemas comunicativos, que devem ser abertos, criativos e democráticos, destacou a importância da co-participação dos usuários na produção e divulgação de conteúdo.

“as novas tecnologias de informação e comunicação desempenham um papel fundamental na democratização da comunicação e para educação”, destacou.

Por fim, apresentou diversas experiências onde as comunidades se apropriaram das ferramentas de comunicação para o compartilhamento de conhecimento. Como a Fundação Casa Grande, onde existe a gestão democrática da comunicação.

Marcos Manhães

Modelos econômicos e mercadológicos vêm acompanhadas nos processos tecnológicos. Segundo Marcus Manhães, o consumo das Novas TIC`s são modulados/direcionados, mas podem ser apropriados de formas específicas para atender as necessidades de determinados grupos.

As Novas TIC`s potencializaram as redes de relacionamento, para além do muro do vizinho. Esta dinâmica social torna o mundo pequeno “small world”.
Para Manhães “a expressão tecnológica é a materialização cultural da subjetividade. O consumo e apropriação destas tecnologias são frutos de estruturas culturais”.

As experiências que envolvam tecnologia e educação precisam de “adaptadas” a cada realidade para que gere um sentimento de pertencimento e participação das comunidades.

Para as rádios comunitárias é a melhor alternativa é ocupar “espaços” na internet do que brigar pelas freqüências analógicas, que segundo ele já datam prazo de validade. Propôs ainda a criação de nuvens de acesso wi-fi aberto e gratuito, uma espécie infoesfera onde o compartilhamento de conteúdos sejam potencializados.

Sobre os palestrantes:

Ismar de Oliveira – Pós-Doutor em Ciência da Comunicação e Coordenador do Núcleo de Comunicação e Educação da Universidade de São Paulo. É também responsável pelos projetos de lei em edu-comunicação na cidade de São Paulo e no estado do Mato Grosso.

Marcos Manhães
– pesquisador em telecomunicações e mestre em Educação pela Unicamp. É coordenador técnico do Laboratório de TV Digital na Diretoria de Inclusão e TV Digital na Fundação Centro de Pesquisa e Desenvolvimento – CPqD.

Começa hoje a Conferência de Comunicação Social da Bahia

Após 8 plenárias territoriais, que envolveram mais de 2 mil representantes de diversos setores da sociedade, começa hoje a 1ª Conferência de Comunicação Social da Bahia. A abertura do evento será no Hotel Sol Bahia, em Patamares, às 19h e contará com a participação do governador Jaques Wagner, da deputada federal Luiza Erundina (SP), da Comissão de Comunicação, Ciência e Tecnologia da Câmara Federal, do assessor-geral de Comunicação Social do Governo da Bahia, Robinson Almeida, e do presidente do Conselho Estadual de Cultura, Albino Rubin, dentre outros.

Desta quinta (14) até sábado (16) os 247 delegados eleitos nas territoriais (70% da sociedade civil e 30% do governo e iniciativa privada) e cerca de 160 observadores, irão sistematizar as propostas tiradas nestas plenárias e divulgar a Carta da Bahia.

De acordo com o GT, que organiza a Conferência, os temas que mais despertaram o interesse dos participantes foram: regularização das rádios comunitárias (políticas públicas) e criação do conselho de comunicação social (desenvolvimento territorial).

O evento será transmitido via internet pela AGECOM. Farei a cobertura via twitter e aqui pelo blog.

Mobilidade comunicacional

Pelo menos desta vez, as operadoras de telefonia brasileiras desenvolvem um bom projeto. Trata-se do Internet Messanger via celular e o melhor: entre as diferentes redes de telefonia.

O serviço já é utilizado na Europra, Ásia e África. O Brasil é o primeiro país da América Latina a desenvolver o chat instantâneo, ao estilo “Windows Messenger”.

São 130 milhões de usuários (e potenciais consumidores de serviços, que certamente será  desenvolvida para este projeto). Há um tempo atrás fiz um podcast sobre ciberativismo e destacava como no Brasil as ações políticas podem ser melhor exploradas, tendo em vista o número de celulares existentes no Brasil.

Para Katrin Verclas, coordenadora da ONG MobileActive

“Fala-se muito do poder da internet, mas relativamente a rede ainda é acessada por uma porcentagem pequena da população mundial. Os telefones celulares são mais acessíveis, estão nas mãos de praticamente metade dos habitantes do planeta”

Quem sabe com os IM mobile, o ciberativismo no Brasil seja potencializado.

Plenária de comunicação em Salvador reúne 662 participantes

A comunicação é um direito e não existe democracia sem a democratização dos meios de comunicação. Estas foram as duas “macro-teses” defendidas na Plenária de Comunicação de Salvador, etapa preparatória para Conferência Estadual de Comunicação, a ser realizada de 14 a 16 de agosto, na capital baiana.

Vale ressaltar que a Bahia é o primeiro Estado do Brasil a realizar a Conferência de Comunicação.

O evento, que fora realizado ontem, na Escola Parque, na Caixa D`Água, reuniu 662 representantes de movimentos sociais, ONG`s, partidos políticos, sindicatos, terreiro de candomblé, comunicadores e muitos estudantes dos territórios da Região Metropolitana de Salvador e do Recôncavo.

O grupo teatral “1 de maio” abordou a relação da política com rádios comunitárias, quase sempre de dominação ou apropriação das rádios por agentes políticos em busca de “voto” e/ou capital simbólico.

Grupo teatral 1 de maio

A mesa de abertura contou com a presença da presidente do Sindicato dos Jornalistas da Bahia (Sinjorba), Kardé Mourão, do presidente do Conselho Estadual de Cultura, Albino Rubim, representante do Sindicato dos Radialistas e Publicitários da Bahia, Everaldo Monteiro, André Araújo, representante da Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação, secretário de Comunicação do Estado, Robinson Almeida e do representante do GT Comunicação, Giovandro Ferreira.

Mesa de abertura

Ambos destacaram a importância do debate para a construção democrática de políticas públicas para a comunicação, visando a promoção da cidadania e a inclusão social. Outro ponto abordado fora a “ativação” do Conselho Estadual de Comunicação, que já existe em lei e no papel continua.

Como a comunicação e as novas tecnologias podem ser apropriadas objetivando a cidadania e a transformação social fora a tônica do eixo temático Cidadania e TIC`s, do qual participei e fui eleito representante para a etapa estadual. Sivaldo, do Intervozes e Fabiana do CMI e Ponto de Cultura fizeram o papel de sensibilizadores comentando software livre, TV Digital, liberação do pólo emissor e as reconfigurações no fluxo comunicacional (um-todos para todos-todos), cultura digital…

Entretanto a turma do Grupo de Trabalho (GT), formado basicamente de estudantes, puxou o debate para a profissionalização, a necessidade na mudança curricular nas escolas para capacitar os alunos no que tange as novas tecnologias e linhas de crédito para fomentar a compra de computadores por pessoas de baixa renda.

Sinceramente, não esperava grandes debates neste GT, a começar pela quantidade de inscritos para o eixo temático. Enquanto Políticas Públicas de Comunicação formou cinco salas com 30/35 pessoas em cada uma, Cidadania e Novas TIC rendeu apenas duas salas com 25 na nossa e 20 na outra.

Além disso, cabe lembrar que a Bahia ocupa a 20ª posição entre os 27 estados brasileiros no ranking de acesso à web. Na Bahia, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios (Pnad), 87,1% dos baianos com idade acima de 10 anos não acessaram a internet em 2005. Apenas 12,9% dos baianos com idade acima de 10 anos – 1.443.600 pessoas – tiveram acesso à internet. Logo, era esperado que o centro do debate fosse a inclusão sócio-digital.

Por isso, a proposta principal (cada grupo precisava selecionar apenas um ponto) do GT fora a transformação dos Centros Digitais de Cidadania em “Centros de Comunicação Pública”, formado por equipe multidisciplinar (artistas, professores, comunicadores…) para compartilhar conhecimento, sendo a gestão compartilhada com a comunidade, visando adequar as atividades dos Centros mais próximas das pessoas e de acordo com a realidade local.

Quem paga a conta é o poder público e/ou iniciativa privada. Além disso, esses Centros de Comunicação Pública devem ter equipamentos multimidiaticos para fomentar a produção da comunidade. A idéia é a criação de um portal colaborativo para veiculação dos produtos realizados nos Centros e que as escolas, associações comunitárias/moradores e afins utilizem também os Centros para educar/profissionalizar.

Nos corredores ainda conversei sobre a campanha da FENAJ pela defesa do diploma com o SINJORBA, criação da TV Comunitária em Salvador, jornalismo, blogs (com os novos conhecidos Eliel e Marcos da Cruz) e algumas experiências sócio-culturais envolvendo tecnologia e educação e assinei o abaixo-assinado pela Conferência Nacional de Comunicação. Por fim, aplaudi a palestra do prof. Emiliano José que alertou ao plenário “o jornalismo precisa servir a sociedade e não ao capitalismo”.

Fiz a cobertura via twitter, a Jacy Coelho esteve lá e escreveu um post e a AGECOM fez a cobertura da Conferência.

*Fotos do Roberto Viana/AGECOM