Debates na Conferência de Comunicação Social da Bahia

Pela manhã foram divididos dois grupos (Políticas Públicas de Comunicação e Desenvolvimento Territorial e Educação e Novas TIC`s, no qual eu fiquei e o debate fora basicamente sobre inclusão sócio-digital, como se apropriar das novas tecnologias de comunicação e informação para gerar conhecimento e transformação social.

Fora realizadas duas palestras do Ismar Oliveira e Marcos Manhães acerca deste macro-tema e a síntese está abaixo:

Educomunicação e Políticas Públicas

Ismar de Oliveira focou sua palestra na educomunicação. Para ele, a comunicação é uma ferramenta estratégica para a educação e formação cidadã. Oliveria falou da importância da criação de ecossistemas comunicativos, que devem ser abertos, criativos e democráticos, destacou a importância da co-participação dos usuários na produção e divulgação de conteúdo.

“as novas tecnologias de informação e comunicação desempenham um papel fundamental na democratização da comunicação e para educação”, destacou.

Por fim, apresentou diversas experiências onde as comunidades se apropriaram das ferramentas de comunicação para o compartilhamento de conhecimento. Como a Fundação Casa Grande, onde existe a gestão democrática da comunicação.

Marcos Manhães

Modelos econômicos e mercadológicos vêm acompanhadas nos processos tecnológicos. Segundo Marcus Manhães, o consumo das Novas TIC`s são modulados/direcionados, mas podem ser apropriados de formas específicas para atender as necessidades de determinados grupos.

As Novas TIC`s potencializaram as redes de relacionamento, para além do muro do vizinho. Esta dinâmica social torna o mundo pequeno “small world”.
Para Manhães “a expressão tecnológica é a materialização cultural da subjetividade. O consumo e apropriação destas tecnologias são frutos de estruturas culturais”.

As experiências que envolvam tecnologia e educação precisam de “adaptadas” a cada realidade para que gere um sentimento de pertencimento e participação das comunidades.

Para as rádios comunitárias é a melhor alternativa é ocupar “espaços” na internet do que brigar pelas freqüências analógicas, que segundo ele já datam prazo de validade. Propôs ainda a criação de nuvens de acesso wi-fi aberto e gratuito, uma espécie infoesfera onde o compartilhamento de conteúdos sejam potencializados.

Sobre os palestrantes:

Ismar de Oliveira – Pós-Doutor em Ciência da Comunicação e Coordenador do Núcleo de Comunicação e Educação da Universidade de São Paulo. É também responsável pelos projetos de lei em edu-comunicação na cidade de São Paulo e no estado do Mato Grosso.

Marcos Manhães
– pesquisador em telecomunicações e mestre em Educação pela Unicamp. É coordenador técnico do Laboratório de TV Digital na Diretoria de Inclusão e TV Digital na Fundação Centro de Pesquisa e Desenvolvimento – CPqD.

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