Iphone e o geotagging

Além da mobilidade que os dispositivos móveis já permitem, em especial o Iphone, a nova geração 3G do aparelho da Apple trará o software que irá potencializar o geottaging e a ressignificação do espaço urbano.

Ao tirar uma foto o usuário receberá uma mensagem questionando se quer colocar uma tag na imagem com sua informação geográfica. Com isso, a memória, a reconfiguração lugar, questões como espaço e mobilidade, o espaço urbano são cada vez mais representados/reconfigurados via novas tecnologias de informação e comunicação.

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Bitchmaps

Estava a pesquisar sobre mashup e cai no blog do amigo Gerson Souza, especificamente em um post sobre o Bitchmaps, mashup que mapeia pontos das profissionais do sexo em algumas cidades brasileiras.

O assunto me fez lembrar da videoconferência do professor André Lemos durante o Ciber. Comunica 3.0, quando debateu a criação de lugar (criação coletiva) e a reconfiguração do espaço urbano. Neste caso, o mapeamento das profissionais do sexo nas cidades, permite não só descobrir a “rota do prazer”, mas estabelece uma nova relação/representação do lugar, um novo olhar sobre a cidade.

O mashup cria (talvez de forma personalizada para os usuários do Bitchmaps) pontos de referência (ou algo parecido), no espaço urbano, diferentes/paralelos com os pontos turísticos, grandes prédios…preciso pensar mais sobre isso…

Sistema irá monitorar ônibus em SP via internet

Lendo a FSP descubro que a Prefeitura Municipal de São Paulo irá inaugurar hoje o “Olho Vivo”, sistema que irá monitorar o sistema de transporte na cidade. Painéis eletrônicos informarão o tempo que falta para o ônibus chegar nos terminais, além de fornecer dados como tempo, velocidade média, localização e quantidade de ônibus nos nove corredores exclusivos, no expresso Tiradentes e em 19 dos 27 terminais estarão na internet, por um sistema de monitoramento via GPS. As informações também podem ser obtidas pelo 156.

Segundo a reportagem, o sistema irá permitir o envio de mensagens instantâneas aos motoristas o que pode ajudar a evitar problemas como os engarrafamentos no corredor da estrada do M’Boi Mirim. A idéia é utilizar a tecnologia para auxiliar na organização do trânsito bem como oferecer dados para o planejamento da cidade.

Imprensa – De acordo com a Assessoria de Imprensa da prefeitura de SP, a tecnologia estará à disposição da imprensa. A partir do dia 12, a SPTrans enviará técnicos às redações para instalar a ferramenta e orientar sobre a sua utilização. Além do mapa de fluidez, os jornalistas terão acesso às condições de transporte em 19 dos 27 terminais municipais, três terminais intermunicipais (Jabaquara, Vila Iara e São Mateus), 10 corredores exclusivos (112 quilômetros) e principais vias de circulação de ônibus (135 quilômetros). A imprensa poderá acompanhar trajetos, rotas de ônibus e microônibus, tempos de percurso, velocidades e números de veículos disponíveis nas linhas em operação.

Brasil ocupa 10º lugar no uso de rede Wi-Fi

Pesquisa da empresa norte-americana iPass revela que o Brasil ocupa a décima posição entre os países que mais usam hotspots Wi-Fi.

Apesar da pesquisa destacar que os hotspots dos aeroportos serem os mais utilizados (74%) e os hotéis abiscoitarem o segundo lugar com 29%, esse tipo de conexão é efêmera, passageira. Os usuários da rede Wi-Fi nesses locais possuem acesso em sua residência, trabalho, faculdade, logo, o aumento no número de acesso sem-fio não implica o crescimento de novas pessoas conectadas. Contudo, os dados justificam o comentário que fiz em um post sobre a ausência de iniciativas do poder público em potencializar a conexão. Em Salvador, apesar da economia girar em torno de serviço e turismo, o número de hotspots é promovido apenas pela iniciativa privada ou pelo uso doméstico.

Fico a pensar como as redes Wi-Fi podem potencializar o contato entre as pessoas e reconfigurar o espaço urbano. Um exemplo são os shopping, que tornaram-se o point de encontro seja para reuniões ou de amigos. Segundo a pesquisa da iPass, os cafés, restaurantes, livrarias e outros representam 27% dos acessos. Nesses lugares ocorrem o “relacionamento” entre as pessoas de uma forma mais intensa. Torna-se freqüente determinados grupos marcarem para jogarem games online, encontro de blogueiros, reuniões acadêmicas, enfim. Locais com acesso à internet são um grande diferencial na “escolha” de um lugar, bem como tais hotspots reconfiguram a própria paisagem urbana, uma vez que prolongam o “estar” conectado e as relações humanas mediadas por computadores.

Em tempo, o Grupo de Pesquisa em Cibercidade, da Faculdade de Comunicação da Ufba realizou o mapeamento dos pontos de acesso sem fio à internet na capital baiana.

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Andre Lemos fala sobre Cibercidades

O que é cidade virtual? Qual a relação das novas tecnologias/internet com o espaço urbano?

Mídias de função pós-massivas? As respostas para estas e outras perguntas estão nesta entrevista com o prof. André Lemos, realizada pela TV UFBA

Dica do Fernando Firmino no Jornalismo Móvel