Axe utiliza Microsoft Tag para ampliar interação com consumidores

Lançado pela Microsoft em 2010, Tag – apontada por alguns com uma evolução dos QR Codes, será utilizada pela Axe em campanha para relançamento da linha de antitranspirantes AXE Seco.  O código será publicado nas revistas Billboard, Playboy e VIP e ao ser scaneado, por meio da tecnologia Tag, direcionará o leitor para a fan page da marca.


Um dos diferencia do Tag para o QR Code é que o conteúdo pode ser atualizado sem precisar mudar o código/imagem gerada inicialmente. Para utilizar o Microsoft Tag é necessário instalar um leitor que utilizará a câmera dos aparelhos celulares para scanear as imagens.

Confira como funciona o Microsoft Tag

Preparem-se! O Twitter vai publicar anúncios em sua timeline

Preparem-se pois o Twitter irá colocar anúncios publicitários em sua timeline. A medida será paradoxal: se por um lado irá atrair mais empresas e, consequentemente, aumentar o lucro do Twitter, por outro invadirá a privacidade dos usuários e, de certa forma, mudará o objetivo da ferramenta, uma vez na timeline irá aparecer não apenas o conteúdo previamente selecionado, mas também, propaganda.

Atualmente, o Twitter tem como estratégia oferecer tópicos patrocinados no Tends e a promoção de perfis, ambos figuravam na barra lateral da versão Web, sem invadir o espaço do conteúdo. A outra estratégia que também não afeta o uso da ferramenta são os anúncios que aparecem nas buscas.

Curiosamente, o aplicativo HootSuite já posta anúncios na timeline, que na maioria das vezes não tem relação com o perfil dos usuários. Não conheço ninguém que tenha clicado em uma propaganda dessas ou que a medida resultou em grandes resultados.

O Echofon e o Snaptu, em plataformas mobile, também exibem banners publicitários, menos mal, tendo em vista que não invadem a timeline alheia. O próprio Twitter, após pressão dos usuários, teve que retirar os anúncios de seu app para iPhone.

Dito isso, as medidas que o Twitter anunciou como estratégia para aumentar a receita da empresa já são experiências realizadas e, a maioria, sem sucesso.

Publicidade 2.0

Sou daqueles que acreditam que a publicidade serve apenas para esconder a mais-valia e péssima qualidade dos produtos em embalagens atraentes e vistosas, quando não frases, conceitos e slogan distantes da real propriedades dos produtos anunciados.

Porém, a campanha da L’Oréal – O que está acontecendo com a Grazi? – é realmente interessante. Em outro post discuti o fator “atenção” na internet. Gastamos muito tempo na internet, logo, desenvolver campanhas que atraiam a atenção do público e “gerem” um “gastar tempo” interessante para audiência é a melhor alternativa para promover uma marca/produto.

A campanha da L’Oréal é exemplo deste “gastar tempo”, com pinceladas de interação com o consumidor/interagente. Gostei como a agência contratada, Publicidade Interativa trabalhou o cross media para promover o produto. Vale a pena dar uma olhada.

Aproveitando o título deste post, outra iniciativa 2.0 é o Zooppa, espaço para a publicidade realizada através de conteúdos realizados pelos consumidores registrados no nosso site como usuários. O método é simples:

1 Eu te dou uma marca
2 Você faz um anúncio
3 Você vota no melhor
4 Eu te pago

Segundo a Zooppa, este modelo de publicidade colaborativa “significa estimular o talento criativo de todos aqueles que normalmente não têm voz no mundo tradicional da publicidade”.

A inspiração é essencial no processo criativo

Esta foi a conclusão dos debates realizados hoje no 13o Encontro de Web Design (EWD), que ocorreu em Salvador (Hotel Fiesta). A palestras versaram sobre a relação das novas tecnologias com a criatividade.

Ronaldo Gazel fez jus ao título de sua apresentação (Flashback!) e percorreu o passado destacando os pontos mais importantes de cada época do campo da arte/estética, principalmente as rupturas de cada período: como a fotografia que ampliou a representação da realidade, a imprensa de Gutemberg que potencializou o compartilhamento e divulgação do conhecimento ou, atualmente, a Wikipedia que promove a produção de conhecimentos coletiva no lugar de “centros”de produção dominantes.

Gazel mostrou como as configurações sócio-políticas-culturais foram (e são) fundamentais na roupagem que a arte adquire em cada momento histórico. Para ele, os processos criativos trazem em seu “DNA” traços do passado, por isso entendê-lo é fundamental para compreender o presente. A palavra-chave na sociedade em rede é a colaboração, portanto, entender tal processo é essencial para a criação/produção.

Na sequência, Ricardo Accioly apresentou o Joomla!, CMS open source que mais crescem no mundo e com um bom potencial para desenvolvedores. Dicas, funcionalidades de um mini FAQ`s foram apresentados em vídeo.

A palestra do Leonardo Villanova (Marketing Digital2.0) destacou a importância de criar campanhas de propaganda integradas, tanto on-line e off-line como aproveitar a colaboração do público e explorar as redes sociais para a promoção dos produtos/peças/campanhas.

Segundo Villanova, a propaganda nas sociedades contemporâneas busca agora a atenção da recepção e não só a audiência (quantitativa). Este seria o atual desafio para os profissionais da comunicação, isso porque há uma mudança no perfil do público (exige maior interação), assim como o seu relacionamento com os produtos.

“Não vale mais contabilizar milhões de receptores. Precisamos analisar o tempo destinado à determinada atividade”, apontou.

Ainda sobre atuais desafios comunicacionais na internet, Chico Baldini abordou em sua palestra que apesar da globalização de mercados/cultura é preciso atentar para segmentação do mercado para produzir comunicação interativa, um vez que os nichos são cada vez mais específicos. A base para palestra do Baldini foi a Cauda Longa do Chris Anderson.

Por fim, Raphael Vasconcellos apresentou alguns cases de sucesso e trouxe a sua experiência profissional, o que foi bastante proveitoso. Pensei que apenas os jornalistas/jornais preocupavam-se em “criar tempo”, ou seja aumentar o tempo da navegação em suas páginas, seja com novas narrativas, maior interação, personalização do conteúdo, multimidialidade, entre outros, mas “criar tempo”, como destacou Vasconcellos deve ser a preocupação da criação na internet.

Vasconcellos comentou que gastamos muito tempo na internet, logo, desenvolver campanhas que atraiam a atenção do público e “gerem” um “gastar tempo” interessante para audiência é a melhor alternativa para promover uma marca/produto.

Sem dúvida, tod@s saíram com uma lição: Experimentar sempre. Autencidade é essencial. Não é fácil de se entender o consumidor, ele não é óbvio, não há muita certeza em advinhar o seu perfil. Prova disso é o (tosco) vídeo abaixo (um dentre os vários apresentados pelo Raphael) que virou hit na web.

Influência da web é maior do que dos mass media na decisão de compra

Ramon Salaverria destaca em seu blog pesquisa realizada pelos institutos Fleishman-Hillard y Harris Interactive em relação ao consumo dos usuários.

A conclusão é que, apesar do tempo dedicado a web e a TV serem iguais, para os consumidores na França, Inglaterra e Alemanha, a rede mundial de computadores tem o dobro de influência sobre a decisão de consumo em relação à tv e, em comparação, aos impressos tal poder é multiplicado.

O estudo fora realizado com 4.900 pessoas da França, Reino Unido e Alemanha, os três mercados mais inovadores no que tange a publicidade.

Em um post anterior, mostrei pesquisa da Deloitte & Touche, que analisou os “motivos” decisivos para realizar compras na internet.

Eis:

“Quase 62% buscam a opinião de outros consumidores na internet. Destes usuários, 82% foram diretamente influenciados pelas análises em suas compras, usando estas opiniões para confirmar ou desistir de uma compra”.

As experiências de consumidores divulgadas em redes sociais e em blogs são um dos elementos que justificam a conclusão do estudo Fleishman-Hillard y Harris Interactive. O tom pessoal, o não comprometido com a publicidade e o reconhecimento da mídia cidadão como “próxima/semelhante”, reforçam a credibilidade da web.

Enquanto no mainstream midiático a publicidade é apenas veiculada e os produtos apresentados, na web as experiências com os produtos são debatidas, compartilhadas, o que potencializa as funcionalidade (ou problemas) das mercadorias.

Ciber.Comunica 3.0, parte I

Após uma longa espera, o Ciber.Comunica 3.0 iniciou suas atividades com a videoconferência do professor André Lemos, direto do Canadá onde está a realizar seu pós-doc. Lemos abordou a temática das Mídias Locativas e Comunicação. No final a conexão caiu e Lemos não pode finalizar sua apresentação.

Sugiro a visita ao Carnet de Notes, site do André Lemos e a escuta do podcast (na íntegra) da palestra proferida no Ciber.Comunica 3.0.

A tese básica defendida por Lemos foi destacar como as novas tecnologias de informações e comunicação (TIC’) propiciaram novas formas de mobilidade e a reapropriação dos espaços urbano. Na concepção dele, a internet/ciberespaço não gera processos de desterritorialização, a anulação dos lugares ou desenraiza o vínculo social. Para Lemos as (TIC’s) criaram novos sentidos e/ou apropriações do território, existe uma nova forma de se relacionar com o território, de transitar pelo espaço (segundo Lemos espaço é movimento), bem como a criação de lugar (lugar é pausa, repouso, fixação na definição do professor). Exemplo deste processo é a geolocalização (uso de GPS, mapas para indexar informações sobre o território), smarths mobs (aqui um exemplo), anotações urbanas (vagar pela cidade via GPS), street  games (intercâmbio de tecnologias e jogos na rua).

Sobre a mobilidade, Lemos classificou-a em três tipos:

– mobilidade física – ex: andar de ônibus, turismo, existe o deslocamento corporal sobre o território.

– mobilidade imaginária – capacidade de criar links via deslocamento imagináro. Ex: sonhos, pensamentos.

– mobilidade informacional virtual – transitar pelo espaço urbano via fluxos informacionais. A informação associada à mobilidade.

O conceito de mídias massivas e pós-massivas fora trabalhado por Lemos para explicar os fluxos informacionais presentes na sociedade contemporânea.

Algumas características da:

1-      – Mídia Massiva – fluxo centralizado (um-todos), controle editorial, financiamento pela publicidade, quanto maior a audiência maior a captação de anúncios e renda para o media, a mídia atua sobre um território específico, possui um caráter meramente informativo e há o “controle” do Estado.

2-      – Pós Massiva – liberação do pólo emissor, multifluxos comunicacionais (todos-todos), não concorrência (um blog não disputa leitores com outros ou o consumo se dá por nichos de mercado), produto personalizado, gera zonas conversacionais, bidirecional. Cabe destacar que a mídia pós-massiva vincula-se à um determinado lugar (vide jornalismo hiperlocal, comunitário) porém com apelo global.

Adelino Mont’Alverne abordou o tema: “comunicação, tecnologia móvel e publicidade” e trouxe pontos importantes sobre os desafios para o marketing/propaganda na adaptação no ambiente móvel e de fluxo bidirecional ou pluridirecional.

Dentre os obstáculos destacou:

– proliferação de meios (blogs, fotolog e afins);

– dispersão do público;

– saturação dos formatos da propaganda (banner, spots de rádio e afins)

– novo conceito do horário nobre (cada vez mais personalizado)

– problemas com a hipercomunicação

Gravei trechos da palestra. Assim que o upload for concluído acrescento no post.

Internet: principal fonte de informação

É o que conclui o estudo “Navegantes en la Red”, da Asociación para la Investigación de Medios de Comunicación (AIMC), realizado na Espanha.

49,3% dos entrevistados afirmaram que a internet é sua principal fonte de notícia, enquanto 43,7% disseram que é um canal secundário, porém importante.

O estudo sinaliza que a audiência dos outros meios migraram para web. 67,6% dos internautas disseram ter reduzido o tempo em frente a TV para navegar na internet, 18,7% reduziram o tempo dedicado ao rádio e 24% lêem menos livros, após a internet.
Uma pergunta curiosa do estudo questionou que meio os usuários mais sentiriam falta caso “ desaparecesse”. O resultado:

43,8% sentiram falta da internet, 31,3% da TV e 14,4% do rádio. Curioso o péssimo resultado dos jornais e revista: 8% e1,7%, respectivamente.

Outros dados interessantes:

A atividade mais usada na rede são os buscadores, com 96,7%. Em seguida, a leitura de notícias que registra 86,7%%.

35,2% dos entrevistados possuem blogs, mas apenas 9% atualizam frequentemente.
79,7% declararam ter comprado algo na internet e para 73% internet influenciou sua decisãpo de compra. Entretanto, um alerta para os blogueiros: 58% estão preocupados com o excesso de publicidade na web.

<< Acesse a pesquisa na íntegra>>

Via El País