Acessar redes sociais é o principal uso mobile

Pesquisa da Acision indica que o acesso as redes sociais é o principal uso que os cidadãos fazem no Brasil, quando o assunto é acessar a Web por meio do celular. O estudo frisa ainda que o uso do e-mail nos aparelhos móveis foi menor do que o acesso as redes sociais, nos últimos três meses.

O Facebook, com 65%, é o principal site acessado na categoria redes sociais, seguido pelo Orkut (60%) e pelo Twitter (44%). No total, as páginas de relacionamento totalizam 32% do tempo gasto na navegação via celular. Demais sites representam 19% (segundo lugar) e e-mail, 17%.

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Iphone 3G, agendamento e mutualismo midiático

Para quem gosta de compar a agenda do mainstream midiático e a agenda colaborativa (blog, wiki, jornalismo open source e afins) (abaixo gráfico que revela a ocorrência da temática na blogosfera) o lançamento do Iphone 3G durante o Worldwide Developers Conference 2008 é um bom exemplo para o conceito que venho trabalhando: o mutualismo.

Tomado de empréstimo das ciências biológicas, o conceito do mutualismo consiste na interação entre duas espécies que se beneficiam reciprocamente da relação. Existem duas modalidades de mutualismo: simbiose ou facultativo. A simbiose afirma que as duas espécies não podem viver separadas. Acho que tal modalidade não se aplica no convívio entre mídias. Já o facultativo parece-me explicar melhor essa relação, uma vez que protocooperação sinaliza que as duas espécies podem viver independentemente ou trocar de parceiro.

Em tempo, sobre o Iphone 3G li uma notícia interessante: A Sling Media está a finalizar o Sling Player sistema que permitirá assistir TV diretamente do aparelhinho da maçã. E o blog MacMagazine esteve no Worldwide Developers Conference 2008 para acompanhar o evento. Vale a pena dá uma olhada na aventura do Fischmann.

Ciber.Comunica 3.0, parte III

No último dia do Ciber.Comunica 3.0 boas palestras sobre jornalismo mobile e tecnologia bluetooth, com a presença de Macelo Medeiros e do amigo Fernando Firmino. O aúdio das palestras estão aqui. Fiz uns vídeos com a máquina de Firmino, assim que ele publicar compartilho. Acompanhem também a cobertura realizada pelo blog do evento.

Medeiros abordou a temática “Sistema de Distribuição de Conteúdo Jornalístico via Conexão Bluetooth”, onde fora evidenciado a função pós-massiva do bluetooth e como a distribuição de conteúdo configura-se por nichos de mercado e um público-alvo cada vez menor, o que demanda uma maior personalização da informação a ser distribuída.

Durante a palestra alguns pontos curiosos: bluetooth foi o sobrenome de um rei viking, Harald Bluetooth que se destacou por sua postura diplomática (bom de papo) na condução do reino no século X. O ícone do bluetooth representa a letra H e B do alfabeto nórdico. O raio de extensão da tecnologia alcança de 1 a 100 metros. A invasão de privacidade será um desafio para os produtores de conteúdo mas diversas pessoas e grupos usarão a tecnologia para o ciberativismo, arte, bate-papo e afins.

Medeiros apresentou a interessante proposta do “Bluetooth News” que fora apresentada ao Grupo A Tarde para utilizar a tecnologia bluetooth na distribuição do conteúdo jornalístico em Salvador. Fico na torcida para que o A Tarde feche a parceria e dê um passo importante para “atualizar” o jornalismo baiano.

Jornalismo Móvel

Fernando Firmino abordou a temática “jornalismo mobile” tema da tese do seu doutorado (in curso) De quebra ainda ganhei um demonstração das funcionalidades do Iphone. Já conhecia o aparelho, mas Firmino fez algumas observações interessantes sobre como o Iphone (e demais dispositivos móveis) poderá potencializar o “fazer” jornalismo em mobilidade, perspectivas sobre o 3G (acredita ele que a tecnologia terá um bom desenvolvimento no Brasil, visto que não temos a popularização das redes wifi, como em países da Europa e América do Norte, por exemplo).

Segundo ele, a mobilidade já estava presente na velha mídia, com a internet houve uma potencialização desta, principalmente no quesito portabilidade, tendo em vista os aparelhos celulares cada vez mais completos com ferramentas que permitem a criação e o envio in loco do fato/notícia. Para aqueles que ainda morrem de medo que a tecnologia acabe por esvaziar as redações, Firmino sinalizou que as redações fixas e móveis irão co-existir, exemplo bastante claro com a exibição do vídeo do projeto desenvolvido pelo Jornal do Commercio.

Firmino defendeu também a relação/efeito “remediação” das novas tecnologias de informação e comunicação com os mass media. Uma não surge para detonar a anterior, mas elas se complementam. E sinalizou que o contexto tecnológico, no qual está inserido o debate sobre jornalismo móvel é da Ubiqüidade – que tem como grande destaque a ultrapassagem dos limites temporais e geográficos, o que mudará a concepção e relação com o mundo. A metáfora aqui é a rede. O conhecimento valoriza a sabedoria das multidões e a produção coletiva de conteúdos. Esse movimento rompe com a concepção passiva das massas, para um público ativo, co-autor das mensagens e significados culturais.

Ciber.Comunica 3.0, parte I

Após uma longa espera, o Ciber.Comunica 3.0 iniciou suas atividades com a videoconferência do professor André Lemos, direto do Canadá onde está a realizar seu pós-doc. Lemos abordou a temática das Mídias Locativas e Comunicação. No final a conexão caiu e Lemos não pode finalizar sua apresentação.

Sugiro a visita ao Carnet de Notes, site do André Lemos e a escuta do podcast (na íntegra) da palestra proferida no Ciber.Comunica 3.0.

A tese básica defendida por Lemos foi destacar como as novas tecnologias de informações e comunicação (TIC’) propiciaram novas formas de mobilidade e a reapropriação dos espaços urbano. Na concepção dele, a internet/ciberespaço não gera processos de desterritorialização, a anulação dos lugares ou desenraiza o vínculo social. Para Lemos as (TIC’s) criaram novos sentidos e/ou apropriações do território, existe uma nova forma de se relacionar com o território, de transitar pelo espaço (segundo Lemos espaço é movimento), bem como a criação de lugar (lugar é pausa, repouso, fixação na definição do professor). Exemplo deste processo é a geolocalização (uso de GPS, mapas para indexar informações sobre o território), smarths mobs (aqui um exemplo), anotações urbanas (vagar pela cidade via GPS), street  games (intercâmbio de tecnologias e jogos na rua).

Sobre a mobilidade, Lemos classificou-a em três tipos:

– mobilidade física – ex: andar de ônibus, turismo, existe o deslocamento corporal sobre o território.

– mobilidade imaginária – capacidade de criar links via deslocamento imagináro. Ex: sonhos, pensamentos.

– mobilidade informacional virtual – transitar pelo espaço urbano via fluxos informacionais. A informação associada à mobilidade.

O conceito de mídias massivas e pós-massivas fora trabalhado por Lemos para explicar os fluxos informacionais presentes na sociedade contemporânea.

Algumas características da:

1-      – Mídia Massiva – fluxo centralizado (um-todos), controle editorial, financiamento pela publicidade, quanto maior a audiência maior a captação de anúncios e renda para o media, a mídia atua sobre um território específico, possui um caráter meramente informativo e há o “controle” do Estado.

2-      – Pós Massiva – liberação do pólo emissor, multifluxos comunicacionais (todos-todos), não concorrência (um blog não disputa leitores com outros ou o consumo se dá por nichos de mercado), produto personalizado, gera zonas conversacionais, bidirecional. Cabe destacar que a mídia pós-massiva vincula-se à um determinado lugar (vide jornalismo hiperlocal, comunitário) porém com apelo global.

Adelino Mont’Alverne abordou o tema: “comunicação, tecnologia móvel e publicidade” e trouxe pontos importantes sobre os desafios para o marketing/propaganda na adaptação no ambiente móvel e de fluxo bidirecional ou pluridirecional.

Dentre os obstáculos destacou:

– proliferação de meios (blogs, fotolog e afins);

– dispersão do público;

– saturação dos formatos da propaganda (banner, spots de rádio e afins)

– novo conceito do horário nobre (cada vez mais personalizado)

– problemas com a hipercomunicação

Gravei trechos da palestra. Assim que o upload for concluído acrescento no post.