Where Wedo What Wedo

É o título de um projeto colaborativo que mostra áreas de trabalho em diveros lugares do mundo. É uma boa viagem voyeur, mas a ausência da localização é um problema do Where Wedo What Wedo. Talvez organizado em mapa, geotagging fosse melhor.

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Atalhos para entender a cibercultura e afins

Livros, livros e mais livros.  Entender cibercultura, jornalismo open source, blogs e afins não é fácil, mas muito interessante. Porém, em determinados momentos é preciso “desconectar” para entender a própria conexão. Mas, mesmo desconectado ou conectado em outros mundos surgem lições sobre cibercultura, blogs, rede sociais e produção colaborativa.

Por exemplo, se a esfera da visibilidade pública ainda é dominada pelos mass media. No universo pornô, revista tradicionais como Playboy, Sexy (qual mais?) não são os centros das atenções. Em sites, construídos via produção colaborativa (fotos de casais, flagras voyeurs, exibicionistas e derivados) ocupam o “centro” do debate. Há nesses sites uma produção inédita, existe a co-autoria, um compartilhamento de experiências e a formação de uma comunidade. Em uma enquete rápida cheguei (para isso servem os amigos) ao Playblog, um blog de sucesso e colaborativo.

Exemplo dois. Quer saber como o orkut, MSN, e-mail e toda parafernália tecnológica mudou a vida das pessoas? Assista ao vídeo abaixo, da banda Black Style (pagode)  aqui de Salvador. Segundo o camelô, umas das melhores da Bahia. Para mim são todas iguais e uma merda. Mas, o que interesse mesmo é a letra (?), na verdade a história que inspirou a canção. O cabra conhece uma moça no orkut, ela diz que é linda, perfeita e maravilhosa. Eles marcam um encontro e quando ele vê a mulher descobre a sua verdadeira aparência: horrível. Rende um bom debate sobre identidade/redes sociais/relação mediada por computador/à luz da psicologia, um debate sobre o “eu”/.

Tem também uma outra música, no mesmo nível de qualidade, mas os carinhas (banda Lost Inside)  emocore brigam com as namoradas-web e o orkut, MSN e e-mail tem mais valor do que o celular, por exemplo como mediador do relacionamento entre eles.

Veja a letra

Tudo Isso Por VocêEsperei uma semana inteira
Só pra falar com você
No Msn você entrou
Mas nem “oi” veio me dizer

Sei que a gente mal se conhece
Mas como te conhecer?
Se a gente mal se fala
E eu tento te esquecer

Scraps no orkut, recados no flog.
E-mails já te mandei
Você não responde, e eu me pergunto
Será que me apaixonei?

Eu mal te conheço
Mas nunca esqueço
Do dia em que te vi

Sei que um dia irá saber
Tudo isso é por você

Você não sabe
O que eu penso
No dia em que eu te ver
Queria falar tudo o que eu sinto
Mas não vou poder

Não sei mais o que eu faço
Pra te esquecer
Só queria um abraço
Pois fecho os olhos
E vejo você

Rádio open source

Soube através do blog De repente, que entrará no “ar”, dia  17 de dezembro (segunda-feira) a primeira “experiência” colaborativa no rádio da América Latina.

<<Saiba mais>>

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O projeto tem o título de Radar Cultural e funcionará com um “laboratório” para a Rádio Cultura AM, que pretende se tornar a primeira rádio integralmente colaborativa da América Latina. Juliano Spyer e Andre Avorio coordenam o projeto.

Os ouvintes poderão participar com o envio de notícias, podcasts, farão sugestões de pauta, lista de músicas, e terão o poder de criar programas para ampliar a idéia da criação do Radar Cultura.

De acordo com o post, “todo o conteúdo publicado no site (texto e áudio) ganha destaque a partir da sua escolha, cidadão comum (estilo Digg, Overmundo). A participação será avaliada a partir das comunidades que serão criadas (moldes Limão, do Estadão)”.

Sem dúvida, como diz o vídeo institucional: “uma nova era para relação entre público e veículos de comunicação”.

Serviço

O lançamento será na Torre do Sumaré, localizada na esquina da av. Dr. Arnaldo com rua Heitor Penteado, dia 17/12, às 20h (horário de Brasília).

Futebol colaborativo

De médico, louco e técnico de futebol, todo mundo tem um pouco, já dizia minha avó. Para Moshue Hogeg, um empresário israelense o ditado faz muito sentido. Tanto que ele resolveu comprar um clube no qual os torcedores podem decidir pela internet quem vai jogar e em qual posição.

O cabra merece um prêmio “inovação cibernética” e a CBF precisa, urgentemente, adotar o modelo de Hogeg em todo país.

Segundo a INFO Online, os torcedores da Internet podem escalar os jogadores nas posições disponíveis em um diagrama no site. As informações são depois consolidadas, e os jogadores mais votados são escalados para o jogo seguinte.

<<Veja como funciona>> 

Na primeira partida, o time de Hogeg, Kiryat Shalom (terceira divisão israelense) perdeu por 3×2 Maccabi Ironi Or Yehuda, na prorrogação.