Jornal abandona site para atuar apenas no Facebook

O jornal hiperlocal Rockville Central, sediado nos Estados Unidos, abandonou a sua homepage (servirá apenas como arquivo das reportagens) para publicar suas notícias apenas no Facebook. As matérias são publicadas na aplicação “Notas” do FB.

O Rockville Central cobre uma pequena região dos EUA, com pouco mais de 60 mil habitantes. No comunicado oficial, onde o jornal explica a decisão de migrar integralmente para o Facebook, destacam:

“Se o Facebook é o lugar onde a maioria das pessoas dedicam seu tempo, por que ter uma Web separada das pessoas? Por que não irmos para onde as pessoas estão?”

Segundo o Rockville Central, via Facebook, o jornal recebeu a maior parte dos comentários e da participação, assim como boa parte dos seus visitantes – o Facebook fica em segundo lugar, atrás apenas do Google.

Apesar do entusiasmo, uma rápida observação da migração do Rockville para o Facebook, indica alguns problemas: a aplicação “Notas” não é adequada para a publicação de conteúdo devido a sua estrutura, é impossível criar tags para os posts ou um campo de busca específico, o Rockville Central também não tem gestão plena da publicidade e, por fim, está submetida as normas e regras do Facebook – que já deletou perfis por falarem de Osama Bin Laden, por exemplo.

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Publicidade 2.0

Sou daqueles que acreditam que a publicidade serve apenas para esconder a mais-valia e péssima qualidade dos produtos em embalagens atraentes e vistosas, quando não frases, conceitos e slogan distantes da real propriedades dos produtos anunciados.

Porém, a campanha da L’Oréal – O que está acontecendo com a Grazi? – é realmente interessante. Em outro post discuti o fator “atenção” na internet. Gastamos muito tempo na internet, logo, desenvolver campanhas que atraiam a atenção do público e “gerem” um “gastar tempo” interessante para audiência é a melhor alternativa para promover uma marca/produto.

A campanha da L’Oréal é exemplo deste “gastar tempo”, com pinceladas de interação com o consumidor/interagente. Gostei como a agência contratada, Publicidade Interativa trabalhou o cross media para promover o produto. Vale a pena dar uma olhada.

Aproveitando o título deste post, outra iniciativa 2.0 é o Zooppa, espaço para a publicidade realizada através de conteúdos realizados pelos consumidores registrados no nosso site como usuários. O método é simples:

1 Eu te dou uma marca
2 Você faz um anúncio
3 Você vota no melhor
4 Eu te pago

Segundo a Zooppa, este modelo de publicidade colaborativa “significa estimular o talento criativo de todos aqueles que normalmente não têm voz no mundo tradicional da publicidade”.

Ciber.Comunica 3.0, parte II

Consumo de informação e configuração da agenda entre usuários Menéame foi o tema da conferência via skype da Jan Alyne, direto da Espanha, no segundo dia do Ciber.Comunica 3.0, realizado nas Faculdades Jorge Amado. Alyne apresentou o trabalho que está a desenvolver sobre a noticiabilidade, comparando a agenda midiática espanhola com a agenda do Menéame, sistema de produção de notícias que conta com a participação dos usuários na escolha das notícias que irão para o “ar” na home do site. Algo parecido com o Overmundo.

A palestra (na íntegra) da Jan Alyne (veja também os slides) dialogou com minha pesquisa sobre a noticiabilidade no jornalismo colaborativo, onde busco analisar os critérios adotados pelos cidadãos-repórteres na definição do que é/será notícia. Ela retomou o clássico debate sobre a agenda-setting (a influência da mídia em formar a esfera de visibilidade pública, sendo o jornalismo o principal agente construtor de tal esfera), a ampliação do campo jornalístico após a liberação do pólo emissor e a mudança no fluxo comunicacional (todos-todos) para entender como este processo reconfigura a própria esfera de visibilidade pública.

Segundo dados da sua pesquisa, notícias que possuem o interesse coletivo e que contenham um grande número de pessoas envolvidas no fato, ainda norteiam a hierarquização da notícia no Menéame, além das tradicionais informações “inusitadas”, onde ocorre a inversão de papéis (o homem mordeu o cachorro, por exemplo). As considerações da Alyne me fizeram lembrar da concepção de Marx: “As idéias dominantes de uma época foram sempre as idéias da classe dominante”, com isso, o meu mestre destaca que as idéias daqueles que não dispõem dos meios de produção intelectual são subordinadas à classe dominante.

Aplicando esse conceito a notícia, com a liberação do pólo emissor, todos (desde que conectados) possuem acesso aos meios de produção intelectual (dessa forma poderiam subverter o modus operandi da noticiabilidade) mas os critérios para definir o que é notícia e/ou a agenda pública ainda permanecem os mesmos. Responder o(s) motivo (s) para tal reprodução é um dos objetivos da minha pesquisa acadêmica.

Fui beber uma água e conversar com algumas pessoas e na volta já havia começado a segunda palestra sobre “Notícia WAP – quando a informação é móvel”, interessante que o trabalho apresentado por Florisvaldo Pasquinha de Matos Filho, Antônio Henrique Soares Gonçalves e Thiego de Souza Santos fora resultado do TCC dos cabras na graduação, que bolaram um sistema de notícia baseado em alertas via SMS e protocolo WAP para veicular notícias em um site que em breve estará funcionando. Nada muito novo, mas é bom perceber que a academia ainda pode dialogar com a sociedade sobre temas atuais. A palestra fora repleta de clichês (trouxeram o WAP e SMS como novidades, assim como o jornalismo mobile) e achei o trio entusiasmado demais com o WAP, formato que deve desaparecer com o 3G e rede wifi, penso eu.

Por fim, o I Festival Micromínima provocou boas (boas mesmo) gargalhadas e reflexão acerca das temáticas abordadas nos vídeos elaborados com celular pelos alunos de comunicação das Faculdades Jorge Amado.

Amanhã tem mais e estarei por lá (a palestra Bluetooth News com Macello Medeiros programada para o dia 14 passou para o dia 15, à noite)

15/05 – QUINTA-FEIRA – MANHÃ – Auditório Zélia Gattai (Prédio I)

 

 

 

8h30

Produzindo Ringtones e outros clicks e bleeps

Cláudio Manoel Duarte

Oficina de produção sonora

10H

VÍDEOS: Cidades Virtuais, Prometeus – Revolução da mídia, Creative Commons – Seja Criativo

Direto do Youtube

 

10H30

Redes wi-fi: história, funcionamento e aplicabilidades

Grinaldo Lopes de Oliveira

 

10h30 (sala extra)

Mobilidade e as narrativas nos jogos digitais

Sergio Rivero

 

 

11H30

I Festival Micromínima

I Festival Micromínima

Exibição de microfilmes-celular de 1 minuto, dos alunos de Novas Mídias

15/05 – QUINTA-FEIRA – NOITE – Auditório Zélia Gattai (Prédio I)

 

 

 

19H

VÍDEOS: Cidades Virtuais, Prometeus – Revolução da mídia, Creative Commons – Seja Criativo

Direto do Youtube

 

19h30

Jornalismo e mobilidade

Fernando Firmino da Silva

 

21H

I Festival Micromínima

I Festival Micromínima

Exibição de microfilmes-celular de 1 minuto, dos alunos de Novas Mídias

22H

Encerramento

 

 

 

Rádio open source

Soube através do blog De repente, que entrará no “ar”, dia  17 de dezembro (segunda-feira) a primeira “experiência” colaborativa no rádio da América Latina.

<<Saiba mais>>

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O projeto tem o título de Radar Cultural e funcionará com um “laboratório” para a Rádio Cultura AM, que pretende se tornar a primeira rádio integralmente colaborativa da América Latina. Juliano Spyer e Andre Avorio coordenam o projeto.

Os ouvintes poderão participar com o envio de notícias, podcasts, farão sugestões de pauta, lista de músicas, e terão o poder de criar programas para ampliar a idéia da criação do Radar Cultura.

De acordo com o post, “todo o conteúdo publicado no site (texto e áudio) ganha destaque a partir da sua escolha, cidadão comum (estilo Digg, Overmundo). A participação será avaliada a partir das comunidades que serão criadas (moldes Limão, do Estadão)”.

Sem dúvida, como diz o vídeo institucional: “uma nova era para relação entre público e veículos de comunicação”.

Serviço

O lançamento será na Torre do Sumaré, localizada na esquina da av. Dr. Arnaldo com rua Heitor Penteado, dia 17/12, às 20h (horário de Brasília).