Palestra da Lígia Braslauskas em Salvador

Quase que a chuva atrapalhou a minha chegada na palestra da Lígia Braslauskas, editora de Jornalismo On line da Folha de São Paulo, realizada hoje de manhã na FTC, em Salvador.

O foco da palestra fora o processo de implantação do sistema digital na Folha e a coleta/atualização das informações na versão online e impressa, passando por formação acadêmica, interação com os leitores, estrutura da redação e afins.

Fiz a cobertura do evento via twitter (aqui também), onde você poderá entender as principais teses da Braslauskas e o debate que aconteceu por lá.

Destaco o (rápido) bate-papo que tive com a editora da Folha de São Paulo em sua versão online sobre jornalismo colaborativo. Na opinião dela, a proposta open source é interessante para a construção da notícia, mas não em sua totalidade, apenas em algumas etapas, como sugerir uma pauta e/ou comentar uma matéria.

Braslauskas disse-me ainda que a Folha de São Paulo Online não pensa em potencializar a colaboração em sua home. Continuarão com o tímido espaço do envie sua foto/texto.

Comentei que tratava-se de uma tendência mundial e usei até a frase do Gillmor que acredita impossível fazer jornalismo sem a colaboração do público e que a “abertura” possibilita um produto final com mais qualidade. Ela acredita que experiências open source journalism sofrem de credibilidade, preocupação natural dos jornalistas, e que discordo muito. Penso que é uma questão mais relacional.

Acho que existe uma questão de mercado também nesta postura da Folha. Quando falamos das experiências brasileiras, a editora da FSP justificou que o IG e o G1, por exemplo, são portais, já o Estadão,concorrente direto e a revista Veja ainda não adotaram tal concepção colaborativa.

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Análise do novo Correio da Bahia, agora só Correio

Correio

Excelente. Esta é a melhor palavra para definir o novo Correio em sua versão impressa. O formato Berlinder
facilita a leitura e o manuseio do jornal. O projeto gráfico fora elaborado por Guillermo Nagore, designer do The New York Times. Já o site…putz!…Deixarei para amanhã a análise.

Com um cabeçalho mais compacto e nome das editorias em destaque é fácil “navegar” pelo Correio e encontrar o que se procura. Gostei também da tipologia, deu um “ar” mais moderno ao jornal. O texto curto, preciso, objetivo aliado as fotos e infográficos tornam o conteúdo mais leve, um convite à leitura. Porém, os grafismos utilizados para destacar citações poderiam ser maisclean. Usaram uma aspas do tempo dos linotipos.

De cara, observei uma mudança qualitativa na pauta, fugindo do chapa-branquismo que imperava no Correio. Falar de isenção/equilibrio ainda é cedo, e demanda uma análise mais científica.  Algumas matérias, contém ramificações/evolução da pauta, como “Acordes furtados” da Mariana Rios, onde aborda o furtos de instrumentos musicais. A repórter ouviu bastante gente, trouxe dados, histórias e alternativas encontradas pelos músicos para “driblar” os assaltantes. O melhor é que a matéria fora dividida em alguns blocos autônomos, mas interligados, ou seja você pode ler apenas um bloco e entender a matéria, mas ao ler todo o conteúdo tem uma dimensão maior do problema.

O jornal estampou uma foto da equipe, formada por quase 200 colaboradores. A turma é bastante nova (mais tem é moça bonita!!!), o que revela que o Correio tirou alguns “dinossauros”, o que já explica algumas mudanças na concepção do veículo.

Já falei da mudança na redação, inspirada no The Daily Telegraph, com o SuperDesk.

A palavra-chave é planejar, diz o texto de apresentação do novo Correio, que irá trabalhar “para que o leitor tenha menos trabalho em entender o que é preciso saber”. Da maneira mais didática, direta, clara  e sem rodeios.(…) O jornal trabalha com dois ritmos. Histórias e notícias.

Por fim, citaram a frase: “A melhor notícia não é a que se dá primeiro, mas a que se dá melhor”, do Gabriel García Márquez”. Notícias melhores. É o que esperamos do novo Correio, que custa agora R$1 (segunda a sexta) e R$ 1,50 no domingo.

Correio da Bahia lança nova versão nesta quarta-feira

Nova "cara" do Correio da Bahia

Nova "cara" do Correio da Bahia

Nesta quarta-feira (27) será lançada a nova versão impressa do Correio da Bahia. O formato será o Berliner e irá valorizar imagens e textos curtos. O produto já fora apresentado ao mercado publicitário e diversos outdoors foram espalhadas em Salvador anunciando as boas novas.

Novos profissionais foram contratados e novas editorias foram criadas para dar mais dinamicidade ao conteúdo, como 24 horas, com notícias rápidas; uma segunda com matérias mais completas; a terceira com reportagens sobre comportamento; e a última destinada a cobertura esportiva.

O vídeo abaixo ilustra algumas dessas alterações

Além disso, o Correio da Bahia está a redesenhar a estrutura física buscando para comportar a característica multimídia que o veículo pretende trilhar.

De acordo com a Innovation, empresa de consultoria e design responsável pelas mudanças no jornal baiano, eles foram contratados para reinventar o veículo, mesmo que para isso fosse necessário mudanças drásticas. Ainda de acordo com a Innovation, o novo Correio da Bahia “não irá roubar leitores de outros jornais, mas irá criar novos”.

Correio da Bahia terá redação multimídia

Já havia comentando as mudanças que o Correio da Bahia tem desenvolvido para dar um upgrade em seu produto. Paralelo a mudança do formato do jornal, que adotará o Berlinder para a versão impressa, o Correio da Bahia está a redesenhar a estrutura física buscando para comportar a característica multimídia que o veículo pretende trilhar.

A consultoria cabe a Innovation, uma das mais importantes do mundo. Agora vamos esperar que a filosofia/conceitos sejam traduzidos na produção diária do jornal da família do ACM.

Confira as fotos. (mais imagens aqui)

Antes

Depois


Via Fermando Firmino, no Gjol