Após abandonar carlismo, Correio coloca o A Tarde para comer poeira

Coronelismo e defesa de um partido são entraves para o sucesso de um jornal. Essas são as lições que podemos aprender com o Correio, que após 32 anos deixou o A Tarde para trás e tornou-se o jornal de maior circulação da Bahia e de todo o Nordeste, segundo o IVC. Diariamente são 47 mil exemplares.

A receita do sucesso: 1- o declínio do carlismo e a morte de ACM, que demandou do jornal uma reformulação administrativa; 2- a reforma gráfica e editorial realizada em 2008; 3- o crescimento do mercado publicitário resultante do desenvolvimento da Bahia, principal economia do Nordeste; 4- a ascensão de milhares de famintos que agora comem e compram até jornal.

Alexandre Lyrio, repórter das antigas do Correio, contou outro dia no Twitter que uma turma de jornalismo da Facom visitava a redação do jornal e lembrou: “Sou do tempo que o jornal sequer era lido, quem dirá visitado…”. Pois bem, o Correio que sempre foi sinônimo de péssimo jornalismo, agora é referência nacional e internacional.

A coroação da reforma gráfica, editorial e política, se materializou com a medalha de prata da tradicional Society for News Design na categoria melhor remodelação visual. Além disso, diversas matérias e repórteres do Correio foram indicados e abiscoitaram prêmios que comprovam a qualidade do jornal.  Nessa edição do prêmio “Esso de Jornalismo”, o CORREIO é o único periódico da região nordeste que concorre ao prêmio na categoria primeira página.

Desde 14 de maio de 1811, data de início do jornalismo impresso da Bahia com Idade d’Ouro do Brazil, e permita-me a hipérbole, a mídia impressa na Bahia vive seus melhores momentos. Quase duzentos anos após a circulação do primeiro exemplar no estado, a cultura de leitores e anunciantes está consolidada na Bahia e, de acordo com dados do IVC, somos o estado com o maior mercado de leitores de jornais do Nordeste.

“O sucesso (do CORREIO) revela não apenas a acolhida dos leitores ao novo projeto editorial e gráfico do jornal, mas também a força do estado e o potencial do mercado editorial baiano”, sinaliza o editorial do CORREIO deste domingo.

No último ano, o Correio cresceu mais de 100% e o A Tarde registrou aumento de pouco mais de 10%, no momento em que o vespertino da família Simões lança o Massa!, produto destinado as classes C e D, cuja crítica já foi realizada aqui no blog. Na era em que “falsos profetas” anunciam o fim dos jornais, os resultados são mais do que esperançosos para o jornalismo e a sociedade.

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