Independência jornalística significa rentabilidade para os jornais, defende diretor do ELPAÍS

Em tom otimista, quanto ao futuro do jornalismo, o diretor do elpais.com, Gumersindo Lafuente, compartilhou a experiência do jornal espanhol e sinalizou alguns pontos para o debate da relação entre as novas Tecnologias de Informação e Comunicação e o jornalismo, em palestra realizada nesta quarta (13) no Instituto Cervantes em Salvador.

Para Lafuente,”somos obrigados a reinventar o jornalismo, a justificar o seu valor diante da audiência”.  Apesar de as TIC`s terem colocado o privilégio do campo jornalístico na berlinda, o diretor do elpais.com acredita que com o auxílio das novas tecnologias o jornalismo pode ser ainda melhor.

Apesar da revolução tecnológica, Lafuente alerta: rigor ainda é a palavra-chave para o jornalismo, independente da plataforma. “Notícias bem apuradas são melhores do que notícias dadas em primeira mão sem o cuidado necessário”, diz. Esse rigor é ainda mais necessário quando o jornal decide abrir canais de colaboração em seu site ou utiliza conteúdo colaborativo via redes sociais.

Para o jornalista espanhol é preciso mudar a concepção: para que usar as velhas ideias para pensar o futuro do jornalismo?. Ao comentar a crise nos meios de comunicação, Lafuente polemizou “A crise dos jornais não está relacionada aos preços dos produtos e sim ao que se “vende”: notícias velhas”.

De acordo com o diretor do elpais.com, a publicidade é quem paga a conta do jornal e opinou que, na Web, os jornais devem permanecer abertos no acesso geral, comercializando apenas determinados serviços e/ou aplicativos. “Cobrar é bom, mas as pessoas não estão dispostas a pagar”, afirma, ressaltando que a independência jornalística significa rentabilidade p/ os jornais, ou seja precisa ser incorporado ao produto como valor agregado.

Desafio para os jornalistas e para o jornalismo

Questionado sobre o perfil necessário para a atuação dos jornalistas na Web, Lafuente disse que o os profissionais tornaram-se organizadores de fluxos comunicacionais e que precisam ser humildes para atuar em espaços relacionais e utilizar os conteúdos colaborativos em suas matérias, conforme vídeo abaixo.

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“O primeiro passo para redações online é convencer o jornalista de que a Internet possui o potencial de melhorar o jornalismo” e por fim, a arquitetura/formatos dos sites precisam de atualização constante. Para ele, se um site passar três meses “parado” está morto. Em tempo, Lafuente avisou que em breve teremos mudanças significativas no site do ELPAÍS. A conferir.

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