Gilberto Gil e os dois momentos da computação

Em 1969, Gilberto Gil compôs a música Cérebro Eletrônico, uma leitura de um processo recente naquela época, a computação. Máquinas e bits “assutavam” a sociedade, o medo de “dominação” da tecnologia sob o homem era latente, por um lado, do outro, alguns apostavam no determinismo tecnológico positivo.

Gil cantava:

O cérebro eletrônico faz tudo
Faz quase tudo
Faz quase tudo
Mas ele é mudo

Destaco o trecho “mas ele é mudo”, que retrata com clareza um processo computacional de apenas “executor” de tarefas. Computador é máquina, uma máquina muda.

Avançando 28 anos, em 1997, Gil compõe Pela Internet e retrata que computador continua máquina, mas agora conecta pessoas, poeticamente, a máquina que fala.

Criar meu web site
Fazer minha home-page

Aqui a máquina é extensão do homem

Eu quero entrar na rede
Promover um debate
Juntar via Internet
Um grupo de tietes de Connecticut

Aqui ela é mediadora das relações

Agora, como provoca Gil, vou pegar “um barco que veleje nesse informar”

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