O acordo da Sony com o YouTube e a lição para os jornais

Após ter que “calar” os vídeos, cujos os direitos autorais pertenciam a Warner Music Group. já que a empresa não chegou a um acordo com o YouTube, sobre a divisão dos lucros, a Sony fechou uma parceria com o mais popular site de vídeos online.

Segundo a Reuters, uma fonte que participou das negociações, informou que a Sony Music vê com bons olhos a exibição de seus artistas no YouTube. (qualquer pessoa pensaria da mesma forma, menos a WB).

Não há informações oficiais sobre valores, mas ao que tudo indica, o YouTube pagará antecipadamente uma quantia a Sony e parte do lucro gerado pelos vídeos será dividido entre as empresas.

É louvável a posição da Sony, tendo em vista que só em dezembro de 2008, o YouTube teve mais de 100 milhões de usuários, de acordo com dados da Web comScore. Por trás das cifras e visitas, está a concepção de “ventilar” o produto para além de seus muros, atitude que ainda não foi incorporada pelos conglomerados da indústria cultural.

O exemplo da Sony para os jornais
Se ainda existem empresas de comunicação que processam blogueiros por linkar ou copiar seus conteúdo, em tempo de possibilidade de mudança no fluxo da comunicação (todos-todos), “vender” a notícia não pode se restringir as homes dos jornais, é preciso fazer com que ela circule e navegue pelos mais diversos links e browser.

Não há novidade nesta postura para o jornalismo. Para vender o jornal impresso, diariamente, um forte esquema de logística é construído. As pessoas não vão a redação comprar o jornal, ele precisa estar acessível a elas, seja nas sinaleiras, bancas, farmácias, cemitérios e afins.

Ah! mas na web o jornal não tem retorno financeiro, poderá argumentar. Pode não ter um retorno direto, como na venda de um exemplar do jornal, mas os media, através desta “ventilação” de conteúdo poderá atrair um novo perfil de leitores (a web é sobretudo dominada por jovens, que não possuem o hábito de visitar os jornais) para suas páginas. E ai segue a máxima: o preço de um anúncio é proporcional a quantidade de visitantes que o jornal possui.

Acho impossível o acordo financeiro entre jornais e blogs, por exemplo, no que tange a notícia. Porém, os blogs podem conferir a determinados jornais credibilidade e relevância na rede, e vice-versa, é claro. Neste caso, o debate é sobre a influência e abrangência de um veículo, que não pode perder de vista seu papel de agente construtor da esfera pública, papel que vem sendo disputado com as mídias colaborativas.

Então é isso: vale a pena perder alguns reais e manter a hegemonia ou disputar a tapas cada centavo?

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Uma resposta para “O acordo da Sony com o YouTube e a lição para os jornais

  1. Siempre me da gusto dejar comentarios en los sitios como este 🙂 Aunque no estoy muy inspirado en el momento, solo paso rapido a dejar mis felicitaciones, se lo valioso que son los comentarios de los lectores 🙂

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