JUMP UP: ba-ti-das que-bra-das

É complexo traduzir as subjetividades provocadas pela música, ainda mais quando se trata do drum and bass. A projeção das cores, a cadência acelerada das batidas, a riqueza poetica, mesmo que a 160 BPM é algo transcedente, hipnótico e, particularmente, relaxante.

O palco de tal experiência foi a JUMP UP – Batidas Quebradas, realizada ontem na Boomerangue. O evento, em sua 16ª edição, foi organizado pelo Victor Mansur, o DJ Bassick, que acredita no crescimento do Drum´n´Bass na cidade de Salvador, bem como dos demais estilos de batidas quebradas, como Breakbeat, Jungle, Ragga e Rap.

Assim como o DJ Bassick, também acredito no crescimento do Drum and Bass e no fortalecimento do cenário da música eletrônica na capital baiana, porém tanto o público como os ambientes penso que continuaram como “guetos” culturais.

Perspectivas analíticas a parte, a JUMP UP fora embalada pelos DJ LordBreu, que apresentou um som mais intimista com forte influência dos ritmos jamaicanos, obviamente que mesclada aos sintetizadores e com uma essência eletrônica. No telão, Thunderbirds, seriado produzido na década de 60. Não conhecia, mas o Pelosi sim, e meu a dica. (se alguém tiver quero o link para dowload).

Na sequência, o DJ Wes(SP), grande nome do liquidfunk brasileiro agitou a turma com hits e uma perfomace para lá de animada. Mas, a moça de óculos,vestido vermelho, com bolinhas brancas e all-star vermelho “fritou” mesmo foi ao som do DJ Byron(PI), maior nome do drum and bass de Teresina. Não me perguntem quem é a moça em questão. Particularmente, foi a apresentação que mais gostei o ritmo foi hiper-acelerado com intervenções originais e beats hipnóticos.

Já passava das 3h quando o DJ Bassick assumiu o comando da JUMP UP. A moça de vestido vermelho e bolinhas brancas levantou-se, voltou a dançar, acompanhei seus passos, o balanço de suas mãos, os seus cabelos. No final, rolou uma Jam Session com os DJs presentes. Passava das 4h, sentado no sofá, o corpo estremecia com as batidas quebradas e os olhos acompanham o all-star vermelho freneticamente deslizar no chão da Boomerangue.

* notas deste post – como alternativa de divulgação, a organização da JUMP UP, por intermédio do Eduardo Pelosi, contactou alguns blogueiros que curtem o estilo musical para uma cobertura alternativa da festa. Tal iniciativa solidifica os blogs como mídia, como ferramenta de diálogo com um público específico, bem como uma possibilidade de crítica ou textos mais especializados para a organização dos eventos.

Mais uma idéia para um post futuro: Assessoria de Comunicação/Imprensa devem convidar blogueiros para cobrir eventos?

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