O jornalismo colaborativo reinventou a difusão das notícias

Dan Gillmor

Dan Gillmor

A declaração é do Dan Gillmor, durante a 12º edição do Highway África. Na concepção dele, os cidadãos-repórteres contam suas história com sentimentos, dizem como se sentem, diferente dos jornalistas. Gillmor afirma também que o jornalismo colaborativo é um espaço para ampliar a compreensão do mundo.

As palavras do Gillmor me fez pensar nas experiências hiper-locais, nas quais percebo uma gama maior de “sentimentos” em suas narrativas. Sentimento aqui diz respeito em estar afeto (leia-se ligado, pertencente) a uma realidade, uma comunidade.

Desta forma as experiências hiper-locais/comunitárias acumulam poder simbólico na construção da agenda pública, seja através da exposição de temas específicos de uma comunidade ou na criação de vínculos afetivos de temas globais a uma determinada localidade/população.

É curioso observar as lacunas deixadas pelos mass media, no que tange a cobertura das cidades/bairros periféricos, bem como a não-identificação ou não-reconhecimento da população sobre temas locais pautados no mainstream midiático. Falta afeto dos jornalistas as pautas que ele cobre, principalmente nas relacionadas ao cotidiano.  Rotina, desinteresse, preconceito, são inúmeros os fatores que contrinuem para um cobertura desinteressada dos medias.

Estabelecer o diálogo com uma comunidade é mais eficiente quando você está afeto ao cotidiano local. Para o jornalista, respirar o mesmo “ar” auxilia na produção de conteúdo, com uma linguagem próxima ao seu público, diferentemente do que ficar imaginando qual o perfil do meu leitor no outro pólo. Por falar em pólo, é impressionante como os leitores respondem a uma provocação pautada pelo jornal local e, o melhor, cria-se um elo entre público e mídia, essencial para a produção colaborativa.

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2 Respostas para “O jornalismo colaborativo reinventou a difusão das notícias

  1. O jornalismo cidadão reinventou a difusão de notícias pela onipresença e pela noção de que o monopólio não está mais nas mãos do profissional de jornalismo.

    Quanto ao sentimento… carece de base. Peguemos matérias emotivas e apaixonadas no mainstream, há tantos exemplos quanto.

    abs

  2. Fala Yuri! Qto tempo não passo por aqui pra deixar um recado heim…

    cara, gostei do teu post, sinto que vc tá com uma escrita mais desenvolvida, articulada e tal… mas qto ao teu ponto de vista, me sinto um pouco incomodado, pois sinto como se olhasse esse movimento de uma posição alheia, transcendente. Puxa cara, somos nós que fazemos “jornalismo cidadão” e jornalismo tradicional, não é mesmo?

    Eu to entrando na tendência de não contrapor mass media e produção colaborativa. Penso que não há contraposição, mas sobreposições. É como dente “cavalado”. Tem que entender o pq “cavalou”, se tem risco pra saúde e quais as alternativas.

    Fiquei um pouco de molho lendo algumas coisas, mas a medida do possivel to de volta ao blog..

    abs!

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