Jornalismo na Internet, parte 3

Profissionais, docentes e as Universidades precisam mudar, urgentemente, o modos operandi do “fazer” e ensinar jornalismo.

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O alerta foi do Prof. Dr. Koldo Meso (Universidad del País Vasco), durante a sua palestra “Enseñanza del Ciberperiodismo en la Universidad española”, no terceiro dia do mini-curso “Jornalismo na Internet”, realizado pelo GJOL, no auditório da FACOM-UFBA.

A tese defendida por Meso aponta que a internet fez com que as Universidades repensassem a sua grade curricular. Isso porque, o ensino do jornalismo, até então, está orientado para capacitação de profissionais voltados para as redações dos mass media. Atualmente espera-se do recém-formado em jornalismo uma formação “multimídia”, novas habilidades e competências para atuarem no ciberjornalismo.

“ A Universidade precisa se adaptar à nova realidade comunicacional para capacitar os futuros profissionais nesse novo campo de atuação, que é a internet. Caso contrário, os novos jornalistas não estarão preparados para o ciberjornalismo”.

Provas da preocupação do Meso: Em 26 universidades da Espanha são oferecidos um total de 1.500 cursos relacionados (direta e indiretamente) ao jornalismo. Porém, deste total, apenas 109 disciplinas tem alguma relação com o jornalismo na internet. Outro dado levanto pelo professor: 40% dos jornalistas declararam-se analfabetos digitais, em pesquisa realizada pela Federação Internacional dos Jornalistas, no ano de 2004.

A tarefa de mudar concepções no “fazer” jornalismo é árdua. Mas, um dado ameniza o problema: 86,90% dos operários das redações do ciberjornalismo são periodistas, ou seja, uma mudança de método e filosofia das Universidades na formação de novos profissionais da comunicação causará um impacto (positivo) para o jornalismo digital.

Faça você mesmo
Entre as características essenciais para o periodista digital:

  • conhecimento das novas ferramentas de informação e comunicação;
  • aquisição de conteúdos teóricos e práticos que orientem a execução do ciberjornalismo;
  • redação de mensagens para diferentes “formatos”, com linguagem próprias a cada um destes;
  • compreender o grau de noticiabilidade para web;
  • possuir uma enorme capacidade para aprender, reciclagem contínua, multifuncionalidade e tecnologicamente ativo.

Os principais problemas da produção de conteúdo na web

O futuro do ciberjornalismo

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8 Respostas para “Jornalismo na Internet, parte 3

  1. Muito legal a cobertura.

    O que mais me marcou ficou ali pela conversa final, onde a expectativa de cenário para esse “novo profissional” tem muito mais cara de passado do que de futuro.

    Abs

  2. Marcus, ainda chego lá…mas é bastante sedutor o jornalismo na internet. Contudo, a formação acadêmica deixou a desejar e agora tenho que me virar sozinho. A saída, Helcio é como disse o Fernando: reinventar os cursos de jornalismo.

  3. Pingback: Jornalismo na internet, parte 4 « Herdeiro do Caos

  4. Está podendo mesmo, mas se ligue tenho que apresentar um trabalho que não sei onde começo não é minha praia esse lançe de cebercultura e etc. Então é aí que você entra: preciso de algo bem simples sobre a internet

    1 – Traçado o perfil da internet

    2 – vantagens e desvantagens

    3 – E a descrição do projeto Pomba e pegue a sorte que farei a divulgação em sala de aula para os produtores culturais distribuirei até os cartãozinhos.

    Fico no aguardo é para amanhã quarta feira minha apresentação. Te amo até quando você faz meu dever de casa (risos). E lembre-se sou a executiva da parada!!!

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