G1 destaca interatividade como marca

Ainda em comemoração de um ano no “ar“, o portal de notícias da Globo – G1, destacou a importância da interatividade em seu site.

Diz o texto:

“A interatividade com o internauta foi fundamental para a construção de um jornalismo sólido, preciso e multimídia no primeiro ano de existência do G1. O leitor tem participação decisiva com suas opiniões, sugestões de pautas e informações enviadas pelo serviço Fale Conosco; as notícias, fotos e vídeos enviadas e publicadas na página de jornalismo colaborativo VC no G1; os comentários nas reportagens e nos blogs; os votos nas enquetes; e a participação nos chats promovidos pelo portal”.

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O engraçado é que a chamada da empresa para a participação do público na produção de conteúdo ratifica a relevância dos fatos, atualidade e o “furo” jornalístico. Intencional ou não, uma rápida análise no Vc no G1, nota-se justamente a predominância dos “conteúdos flagrantes” publicados na seção.

Seria esta a forma encontrada pelo G1 de compensar a ausência de jornalistas para a produção de conteúdo?

Certo que o jornalista não é onipresente, mas até que ponto justifica o uso do conteúdo colaborativo em certas ocasiões (várias datadas, que poderiam ser planejadas pela equipe de reportagem!!!). O viés aqui não é: ah! então que dizer que a participação do público rouba os empregos dos jornalistas?…Mas é preciso estar atento aos moldes de apropriação pelas empresas de comunicação da colaboração dos usuários.

Experiências como estas podem ser consideradas “jornalismo colaborativo”?

Sinceramente, não. Aceitando aqui as cinco possibilidades de aplicar o modelo wiki na produção de conteúdo jornalístico apresentadas pelo professor Paul Bradshaw.

a) Leitores podem editar um texto produzido numa redação jornalística de profissionais;

b) Edição conjunta de um material oferecido por diversas fontes;

c) Leitores agregam informações a uma reportagem produzida por um repórter profissional, sem alterar o conteúdo original;

d) Leitores e jornalistas profissionais publicam e editam material sem ordem e nem agenda pré-estabelecida;

e) Produção coletiva de reportagens por jornalistas pertencentes a uma mesma empresa ou redação.

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O simples fato de enviar uma reportagem torna o sujeito um jornalista?

Hehehe…O jornalismo antes de tudo é um campo social, consolidado e forte, por sinal…Uma profissão regulamentada, que implica uma séria de ritos, leis, códigos deontologicos…

Brambilla discute a diferença entre conteúdo e jornalismo colaborativo.

“A expressão “cidadão-jornalista” para designar público leigo que atua em espaços colaborativos é absolutamente inapropriada. Assim como “jornalista amador” e similares. Jornalista, por si, identifica um profissional preparado por uma instituição de nível superior. Desse jeito, dizer “jornalista profissional” é uma redundância.
O público sem essa formação superior exerce a função de “cidadão repórter”, já que contar histórias é inerente à condição humana. Sem contar que reportagem é uma das tantas atividades desempenhadas por um jornalista. E talvez a única capaz de ser desenvolvida por pessoas sem formação específica no jornalismo.
Isso é do senso comum: assim como tem gente que chama “matéria”, “reportagem” e “coluna” de “artigo”, o nome genérico para jornalista é “repórter”, mesmo que o sujeito seja editor”.

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