Divisão Digital – Incluindo no Século XXI

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Terminou a pouco o Ciclo Internacional de Debates sobre Cibercultura no século XXI, que trouxe nesta edição o tema Divisão Digital – Incluindo no Século XXI. O evento fora realizado no teatro do ICBA, em Salvador, porém eu acompanhei em casa via web. É interessante destacar a “presença virtual” no debate.

Pude realizar as atividades que tinha que desempenhar em casa, assisti(a maior parte do tempo) e ouvi a parte restante, além de via MSN, debater em tempo real a discussão do Ciclo Internacional. Contudo, e o mais significativo, é a utilização da rede como extensão do próprio conhecimento, por exemplo, durante a exposição de Gilson Schwarz (USP) e a explanação do seu conceito de “iconomia”(até então não sabia do que se tratava) entrei no google e pesquisei sobre o conceito enquanto o professor realizava a sua fala.

Em outro momento, na apresentação de Nelson Pretto, fora exposto um vídeo via You Tube. Devido a ruídos na conexão ficou péssima a imagem. Entrei no You Tube, achei o vídeo e pude acompanhar o debate sem interferência.

Jornalismo Móvel

Outra experiência significativa fora realizada por Fernando Silva do blog Jornalismo Móvel. A proposta dele era postar in loco (via smartphone e GPRS) pequenos comentários e imagens para o referido blog. Acompanhei a experiência e achei fantástica. Foram quatro postagens em tempo real sobre o evento e vídeos das palestras.

<<Não deixe de conferir o belo trabalho!>>

Antes de passar ao relato das impressões à distância, mas afeto ao debate, lembro que encerrando o Ciclo no próximo mês (24/10) haverá o ultimo debate com a temática: “Internet e democracia – a política no século XXI”. Se você está em outro Estado/País poderá acompanhar os debates pela web através do link http://video.ufba.br/cibercultura.

Comentários sobre a Divisão Digital – Incluindo no Século XXI

 

Os debates foram conduzidos pelos professores Gilson Schwarz (USP), coordenador da cidade do Conhecimento, da USP, Sérgio Amadeu professor da Cásper Líbero-SP e um dos responsáveis pela discussão de software livre no Brasil e Nelson Pretto, diretor da Faculdade de Eduação da Bahia. (UFBA). A mesa foi mediada pela profa. Maria Helena Bonilla, da Faced/UFBa.

Schwarz defendeu que os aparatos tecnológicos devem estar a serviço da emancipação da humanidade, da evolução. Logo não basta apenas incluir, mas garantir a função emancipatória dos dispositivos tecnológicos. A fala de Schwarz fora conduzida pela defesa do conceito de “iconomia”, que pode ser resumida pela concepção de que “o valor das coisas dependem da capacidade de representá-las” e “existe uma nova economia, não mais materializada, mas imagética, mediada por ícones”.

 

 

Amadeu, em seu discurso explosivo, defendeu o conceito da sociedade em rede (do Castells) e que a tônica da rede é a liberdade. Criticou a ausência de políticas públicas que garantam o acesso da sociedade à web. “O uso da rede é essencial para a nossa sociedade. Estar na rede é existir, a cidadania é o direito de acesso e não estar conectado é estar fora dos fluxos comunicacionais”.

 

Amadeu citou exemplos de “nuvens abertas de conexão” e novas possibilidades de conexão sem fio, além de ressaltar a importância da descentralizar ao acesso à internet e destacar a potencialidade das redes no que tange a produção de conteúdo compartilhado.Questionado se tais exemplos não eram utopias, justificou que verbas públicas e tecnologia existem, e a utopia seria convencer as pessoas a compartilharem as nuvens abertas de conexão.

 

 

O irreverente Nelson Pretto focou sua fala na construção da educação 2.0. Destacou que as novas tecnologias provocam rupturas na linguagens, um novo modo de pensar, de ser, um raciocínio estético e uma nova relação com o tempo e a distância, o que gera um jeito alt+tab de ser (capacidade de manusear e/ou interagir com vários dispositivos e pessoas ao mesmo tempo).

A tese básica defendida por Pretto é de que apenas instalar novas tecnologias nas escolas não é suficiente, é preciso mudar a metodologia do processo educativo. O vídeo abaixo é uma síntese da exposição de Pretto.

Na mesma linha de raciocínio de Nelson Pretto, a profa. Maria Helena frisou os desafios para educação e os educadores diante dessa nova dimensão educacional, tais como o desenvolvimento de novas metodologias de ensino e encontrar um ponto de equilíbrio com o ambiente tecnológico, por exemplo.

 

 

 

 

 

 

 

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3 Respostas para “Divisão Digital – Incluindo no Século XXI

  1. Olá moço!
    O debate parece ter sido bem interessante! A cibercultura, sem dúvida, propicia inúmeros recursos e conhecimentos ilimitados para o indivíduo! Quem dera se todos tivessem acesso a esta rede de informações…
    Mantenha-nos sempre informados!!! Bjos, Camila Danon

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