Italiano escreve livro no ônibus

A viagem de ônibus ontem a tarde foi entediante. Comemorei por não ficar parado no tradicional engarrafamento do Rio Vermelho. Deu tempo, além de dormir é claro, de pensar. Pensamentos inúteis, observações míopes da cidade e conclusões esquizofrênicas da minha (serás ainda minha, doce vida?) existência.

O buzú é a síntese da sociedade. Esta é a minha tese. Um rápido (não mais possível em Salvador) passeio no coletivo (como chamavam-o no tempo de minha vó) revela-se as contradições existenciais, problemas e desigualdades sociais e outras infinidades de elementos sócio-culturais-simbólicos que podem explicar desde as mazelas da sociedade como o comportamento humano via psique.

Mas, a única coisa que me fez lembra da tarde de ontem e a minha odisséia, foi a notícia que li no Jornal do Brasil sobre um italiano que escreveu um livro de ficção “ ‘Compagni di Viaggo’ ( Companheiros de Viagem) durante sua jornada diária para o trabalho. Advinha onde ele escreveu o livro? Dentro de um ônibus!!!

O nome do cabra é Robert Bernocco, profissional de tecnologia informação. E a história dele é simples: tinha o livro na cabeça, mas faltava tempo para escrever. O que ele fez?

Aproveitou o tempo ocioso no ônibus, escrevia seus manuscrito em parágrafos curtos e depois os transferia para um computador onde podiam ser editados.

Sem dúvida Bernocco, tudo é uma questão de administrar o tempo. Daqui a pouco vou sair (de ônibus, é claro!) e pensarei sobre isso…

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