Quase que a chuva atrapalhou a minha chegada na palestra da Lígia Braslauskas, editora de Jornalismo On line da Folha de São Paulo, realizada hoje de manhã na FTC, em Salvador.
O foco da palestra fora o processo de implantação do sistema digital na Folha e a coleta/atualização das informações na versão online e impressa, passando por formação acadêmica, interação com os leitores, estrutura da redação e afins.
Fiz a cobertura do evento via twitter (aqui também), onde você poderá entender as principais teses da Braslauskas e o debate que aconteceu por lá.
Destaco o (rápido) bate-papo que tive com a editora da Folha de São Paulo em sua versão online sobre jornalismo colaborativo. Na opinião dela, a proposta open source é interessante para a construção da notícia, mas não em sua totalidade, apenas em algumas etapas, como sugerir uma pauta e/ou comentar uma matéria.
Braslauskas disse-me ainda que a Folha de São Paulo Online não pensa em potencializar a colaboração em sua home. Continuarão com o tímido espaço do envie sua foto/texto.
Comentei que tratava-se de uma tendência mundial e usei até a frase do Gillmor que acredita impossível fazer jornalismo sem a colaboração do público e que a “abertura” possibilita um produto final com mais qualidade. Ela acredita que experiências open source journalism sofrem de credibilidade, preocupação natural dos jornalistas, e que discordo muito. Penso que é uma questão mais relacional.
Acho que existe uma questão de mercado também nesta postura da Folha. Quando falamos das experiências brasileiras, a editora da FSP justificou que o IG e o G1, por exemplo, são portais, já o Estadão,concorrente direto e a revista Veja ainda não adotaram tal concepção colaborativa.
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Eu acho que há um medo, ainda, desses grandes veículos adotarem a web de forma mais colaborativa. Insegurança mesmo, mas, talvez mude com o tempo o que acho bem difícil.