Jornalismo na Internet, parte 1

“O texto longo não morreu, o que mudou (com a internet) foi a forma de apresentá-lo”. Esta foi umas das teses defendidas pelo prof. Dr. Javier Díaz Noci, da Universidade del País Vasco, em sua palestra (que abriu o mini-curso “Jornalismo na Internet”, promovido pelo GJOL)  sobre “Redacción para periódicos digitales”.

<<Confira o podcast da palestra>>  

A palestra foi bem didática e visual, com a apresentação de experiências positivas e negativas de modelos de jornalismo digital e as lições que podem-se tirar delas. Várias “dicas” foram apresentadas para tornar mais eficiente a produção de conteúdo para web, tais como a utilização de tags, hipertextos, utilizar o negrito como “destaque” para determinado aspecto do texto e os recursos multimídia como integração das noticias e não como mera justaposição das matérias.

Na opinião de Noci os modelos de narrativas digitais devem explorar os elementos característicos da web, como a memória, a instantaneidade, interatividade, personalização, hipertextualidade e a multimidialidade. Para ele a estrutura ideal para a “apresentação” das notícias na web é a estrutura arbórea, pois permite ao leitor uma maior navegabilidade dentro de determinada matéria. A idéia de Noci me fez lembrar das considerações de João Canavilhas, em artigo, sobre o uso da pirâmide invertida na web. Diz Canavilhas:

“Usar a técnica da pirâmide invertida na web é cercear o webjornalismo de uma das suas potencialidades mais interessantes: a adopção de uma arquitectura noticiosa aberta e de livre navegação”.

O professor da Universidade del País Vasco, destacou que desenvolver novas estruturas noticiosas (e a arbórea é uma boa referência) é o desafio para os medias digitais.

Futuro dos Jornais 

Noci, questionado sobre “o que deve ser feito pelos jornais para obterem êxito na web”, foi bastante enfático:

“O futuro para o jornalismo é o investimento ($$$). É preciso que as empresas enxerguem a internet como uma nova estratégia de negócio e que desenvolva experiências renovadoras na rede”.

A tendência do produtos digitais, acredita ele, será focada em nichos, em comunidades específicas, seja por afinidades ou pertencimentos geográficos, isso porque “o leitor deixa de pertencer a massa. Agora ele tem rosto, nome e voz”.

Complementaria a tese de Noci, afirmando que os leitores filtram com bastante rigor o consumo dos produtos midiático. Isso se deve tanto a ruptura com a “inércia da recepção passiva”, como ao aumento considerável de novas ofertas simbólicas.

No vídeo abaixo, o professor Dr. Javier Díaz Noci responde ao questionamento sobre o perfil/papel dos jornalistas na produção de conteúdo digital e faz uma reflexão sobre o (defasado) ensino das faculdades de comunicação.

5 Respostas

  1. Resumindo…
    Em um texto digital, devemos:
    - definir um foco;
    - criar um título mais preciso e breve;
    - estruturar a informação;
    - criar parágrafos curtos;
    - sempre remarcar os temas e subtemas principais;
    - mencionar os sobrenomes dos protagonistas;
    - colocar em negrito as palavras-chaves;
    - se utilizar dos fóruns, chats, enquetes, etc.
    - informar os serviços;
    - fazer uma sequência lógica das imagens, sempre em harmonia com o texto;

    eh…também concordo!! a pirâmide invertida pode funcionar! (risos)

    Beijos,

  2. [...] Parte I - Redacción para periódicos digitales. “O texto longo não morreu, o que mudou (com a internet) foi a forma de apresentá-lo”. Dr. Javier Díaz Noci, da Universidade del País Vasco. [...]

  3. Olá, sou jornalista em Sergipe e gostaria de ter acesso à programação de cursos de vocês. abraço e aguardo retorno,
    katia santana

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