Interface multitoque nos jornais

Depois do comentários que fiz sobre o projeto Tangible Table e a tese do multitoque como tendência das novas tecnologias, descubro via digitalismo.com o trabalho desenvolvido por Jeff Han e a empresa  Perceptive Pixel. Trata-se da possibilidade de se manipular em tempo real os objetos virtuais via multitoque.

Após assistir o vídeo (acima) da aplicação do sistema no programa jornalístico da CNN fico a pensar como tal sistema irá mudar as narrativas lineares jornalísticas e mais como as estruturas rizomáticas estruturarão cada vez mais o conhecimento, tendo em vista o papel que os media desenvolvem na produção e reprodução da vida. 

 

 

Começa hoje o Ciber.Comunica 3.0

Começa hoje, às 19h, o Ciber.Comunica 3.0 que tem este ano como exito temático o debate acerca da comunicação sem fio. O evento será realizado nas Faculdades Jorge Amado – FJA (Salvador-Ba), durantes os dias 13, 14 e 15 de maio. Durante o Ciber.Comunica 3.0 acontecerá, em paralelo, o Festival MicroMínima, de filmes produzidos através de celulares. Serão ao todo cerca de 150 microfilmes de até 1 minuto e 15 segundos de duração, cada, com tema e linguagem livres, produzidos pelos alunos da FJA.

Hoje terá palestras de André Lemos (19h15) via videoconferência direto do Canadá com o tema “Mídias Locativas e Comunicação” e Adelino Mont’Alverne  (20h) com o tema: Comunicação, tecnologia móvel e publicidade.

Farei a cobertura do evento, se tudo der certo em tempo real via twitter (www.twitter.com/herdeirodocaos).

 

Sistema irá monitorar ônibus em SP via internet

Lendo a FSP descubro que a Prefeitura Municipal de São Paulo irá inaugurar hoje o “Olho Vivo”, sistema que irá monitorar o sistema de transporte na cidade. Painéis eletrônicos informarão o tempo que falta para o ônibus chegar nos terminais, além de fornecer dados como tempo, velocidade média, localização e quantidade de ônibus nos nove corredores exclusivos, no expresso Tiradentes e em 19 dos 27 terminais estarão na internet, por um sistema de monitoramento via GPS. As informações também podem ser obtidas pelo 156.

Segundo a reportagem, o sistema irá permitir o envio de mensagens instantâneas aos motoristas o que pode ajudar a evitar problemas como os engarrafamentos no corredor da estrada do M’Boi Mirim. A idéia é utilizar a tecnologia para auxiliar na organização do trânsito bem como oferecer dados para o planejamento da cidade.

Imprensa - De acordo com a Assessoria de Imprensa da prefeitura de SP, a tecnologia estará à disposição da imprensa. A partir do dia 12, a SPTrans enviará técnicos às redações para instalar a ferramenta e orientar sobre a sua utilização. Além do mapa de fluidez, os jornalistas terão acesso às condições de transporte em 19 dos 27 terminais municipais, três terminais intermunicipais (Jabaquara, Vila Iara e São Mateus), 10 corredores exclusivos (112 quilômetros) e principais vias de circulação de ônibus (135 quilômetros). A imprensa poderá acompanhar trajetos, rotas de ônibus e microônibus, tempos de percurso, velocidades e números de veículos disponíveis nas linhas em operação.

Ciberativismo no México

Em protesto contra o projeto neoliberal do presidente Felipe Calderón, o grupo de cracker intitulado de “Gob Sckeans” bloqueou o site do Senado mexicano com mensagens políticas e com a imagem da Chiquinha, personagem da famosa série mexicana de televisão “Cháves”

Privatização do transporte público e de empresa estatais, política econômica do atual governo e o aumento de impostos sobre a exportação dos grãos na Argentina foram alvos dos protestos na rede.

Além da TV

Jovens da América Latina preferem a internet à televisão. A conclusão é do estudo da Telefónica realizado com 22.000 estudantes de mais de 200 centros educativos de Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, México, Peru e Venezuela, e que foi realizado entre julho e outubro de 2007.

Cerca de 42% dos jovens de 11 anos indagados prefere a internet à televisão e a percentagem sobe para 60% no segmento de adolescentes entre 14 e 15 anos.

Cabe destacar que o “problema” que revela a queda de popularidade da tv diz respeito tanto ao suporte (a tv com seus horários determinados) como a programação da tv brasileira (um-todos), visto que boa parte da audiência ainda consome os produtos do mainstream midiático na web.

BusTv: uma péssima tv no buzú

Na volta para casa ontem conheci o tão falado (off e online) BusTV. É apenas uma televisão em um ônibus transmitindo propagandas, vídeos engraçados e clipes músicais (ontem tocou Arnaldo Batista com a histórica Princesa, para ter noção da atualidade do BusTV).

Achei que a “estrutura” montada não permite que todos os usuários assistam a tv. Como o celular havia descarregado não deu para tirar fotos. Mas quem estar nas primeiras filas do mesmo lado do cobrador por exemplo, não tem como ver o aparelho, quem está no fundo então… Sem falar na sonoridade, as caixinhas de som foi colocada no meio de ônibus e tem pouca potência, logo nem todo mundo consegue ouvir o que está a passar.

Pior do que as falhas do “layout” e a própria concepção do que é uma Tv no ônibus é a descrição institucional encontrada no site do BussTV. Coloquei em verde alguns comentários após meu contato com a televisão do buzú.

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A TV do  Ônibus! (acho melhor a TV NO do que DO)

Trata-se de uma mídia inédita e que consiste na instalação de monitores de LCD no interior dos ônibus de grande circulação transformando seus itinerários em uma forma de entretenimento (tudo bem, dei risada com alguns vídeos clássicos do You Tube) com conteúdos (seria melhor propaganda variadas) dos mais variados temas e informações, além de proporcionar total segurança (segurança? não entendi…) aos passageiros.

Toda a programação da BusTV é voltada ao interesse dos passageiros dos ônibus (fizeram pesquisa? penso que o telespectador, como sempre foi imaginado) com conteúdos interativos (interativos?, essa foi foda, não existe nem o controle remoto, imagine) dos mais variados temas como notícias (durante 40 minutos não vi uma notícia), moda, cultura, esportes, educação, horóscopo, entrevistas (também não vi), gastronomia (não vi), lazer, e para relaxar, o “momento zen´´ (não vi). Queremos deixar sua viagem mais rápida e divertida!

Além disso, a BusTV se envolve no Projeto de Comunicação com todas as forças vivas da Cidade que tenham a necessidade de se comunicar com os Cidadãos com informações de interesse público. A BusTV é uma TV educativa e com Responsabilidade Social! (por favor, andamos de ônibus mais não somos idiotas. Quais forças vivas dialogam com o BusTV? colocar uns vídeozinhos do Arnaldo Batista é interesse público? por fim: educativa e com Responsabilidade Social - ainda com exclamação no final - não passa de um delírio.

A TV no Ônibus (viu que estava certo)

Crédito da foto

Comentários sobre o Boca do Povo

Passei três dias observando e bulindo no Boca do Povo, site jornalístico baseado no open source na produção de notícias. No primeiro contato me assustei com o copyright e o LEAD adotado pelo editorial do veículo para “facilitar” a colaboração do leitor. Se é colaborativo, por que o Boca do Povo “ganha” o direito do autor podendo até comercializar o conteúdo (sem dividi-lo com o colaborador)?

Aproveitando alguns ensinamentos do professor Giovandro Ferreira durante a disciplina “Análise do discurso jornalístico” lá na pós-graduação, se partirmos para analisar o Boca do Povo baseado no contrato de leitura, contrato estabelecido pelos media com os seus leitores, que orienta tanto a semiótica da produção jornalística como o consumo, veremos que o usuário imaginado/criado pelo Boca do Povo é um verdadeiro imbecil e não sabe escrever uma simples nota sobre a chuva que caiu em Salvador ontem, por exemplo.

Digo isso devido à adoção do LEAD (opcional) para construção da notícia. Sinceramente não me convence a justificativa do Boca do Povo que sinaliza:

Lead como uma ferramenta de apoio, e a criação de um sistema que permite a composição do texto através dele, foi tomada pela equipe do Bocadopovo.com.br, após a realização de um estudo, no qual observou-se que os primeiros veículos no mundo, que já fazem uso desta nova modalidade, o Jornalismo Cidadão, terem tido dificuldade de participação popular por causa da insegurança do internauta na hora de escrever sua notícia.

Ora, estamos a discutir o ciberjornalismo, novos práticas de “fazer” e “pensar” o jornalismo e resgatam o velho LEAD? Não deveria as experiências colaborativas pautarem também esses debates com seus leitores? Não estou aqui a cobrar dos cidadãos-repórteres textos multimídia-hipermidiaticos e afins, mas a relação de uma mídia com seu público, ainda mais quando este é colaborador, deve ter como filosofia tais requisitos.

Como todos sabem, nos modelos de narrativas digitais explorar os elementos característicos da web, como a memória, a instantaneidade, interatividade, personalização, hipertextualidade e a multimidialidade é o básico. Ainda sobre o LEAD, o professor João Canavilhas argumenta que “usar a técnica da pirâmide invertida na web é cercear o webjornalismo de uma das suas potencialidades mais interessantes: a adopção de uma arquitectura noticiosa aberta e de livre navegação”

Ter o LEAD como parâmetro/modelo de produção de conteúdo não é castrar a criatividade dos colaboradores? O Overmundo, por exemplo, é repleto de criatividade e “inovações” imagéticas-discursivas. Se os jornalistas sofrem por causa do LEAD, imagine a geração WWW acostumada com games interativos, hipertexto, personalização e tal.

A estrutura ideal para a “apresentação” das notícias na web é a estrutura arbórea, pois permite ao leitor uma maior navegabilidade dentro de determinada matéria. Penso que todo editorial de um jornal colaborativo deveria ter tal estrutura como perspectiva. Quem tem o conhecimento técnico e noções de hipermídia somos nós, os jornalistas. Editar o conteúdo produzido pelo público traz também essa nova forma de apresentar a notícia, de pensar seu consumo pela audiência.

Penso que as editoras precisam rever urgentemente o conceito da “objetividade” que estrutura a experiência colaborativa. A objetividade nada mais é do que um dispositivo utilizado pelos jornalistas para persuadir o leitor acerca da sua informação, uma vez que se promete ao espectador a verdade (somente a verdade) limpa e crua, sem paixões ou ideologia.  Tal concepção é responsável pela cobertura “desinteressada” midiática que resulta na paralisia crítica da sociedade que não sente-se pertencente aos problemas veiculados pelos mass media.

Como algumas experiências colaborativas-hiperlocais têm mostrado, a aproximação com o público e o debate de temas que seja de interesse de determinada comunidade norteia a produção diária. A notícia não tem como finalidade “atender” o campo econômico (seduzindo o leitor para a comprar do jornal e depois vendê-lo como consumidor a publicidade), mas um aspecto sócio-cultural, talvez até retorne ao princípio da imprensa burguesa: a notícia como o ponta pé inicial para o debate público sobre temas públicos, concepção que utopicamente sobrevive até o momento nas redações “de papel” ou “virtuais”.

Mas, são apenas os três primeiros dias…a observar… Em tempo, a Ana Brambilla também comentou sobre o Lead no Boca do Povo

Nova ferramenta para mapear a blogosfera

(ótima) Dica do Alex Primo, via twitter, indica as funcionalidades do BlogPulse destinado a mapear a blogosfera. Fiquei horas analisando a ferramenta Conversation Tracker dentro do BlogPulse e ver quem linkou o mesmo post que você, a influência de post sobre a blogosfera, além de quem te linkou, citações e afins.

O gráfico acima representa o desempenho da tag “jornalismo open source” nos últimos seis meses.

 

Visita do presidente Lula à Bahia será transmitida via web

A Prodeb, a Agecom e a TVE, com imagens da Radiobrás, transmitem ao vivo pela internet, em seus respectivos portais, nesta sexta-feira (09/05), a visita do Presidente Lula à Bahia. Descubra o que ele vem fazer aqui.

Confira a agenda
08h30 - Em Catu

10h00 - Em Lauro de Freitas

13h00 - Em Salvador

16h00 - Em Ilhéus

A transmissão que começa às 9h00 acompanhará, por meio de flashes, a agenda do Presidente.

Sentimentos no twitter

Dentre as inúmeras ferramentas/experiências com o twitter fiquei satisfeito com o Twistori, que tem como características agrupar os “sentimentos” expressados via twitter. Love, hate, think, believe, feel, wish são palavras-chaves que agregam os micro-posts sentimentais/emocionais.

A partir do momento em que os usuários puderem conversar entre si, o Twistori poderá torna-se uma excelente espaço social, com interações mediadas por “sentimentos”. Hiper-interessante.